Construção nova só em 2007

Por a 8 de Maio de 2005

De acordo com o relatório da 58ª conferência do Euroconstruct, só em 2007 a construção nova em Portugal deverá voltar a crescer

O último relatório da 58ª conferência do Euroconstruct, em Paris, indica que, em 2006, deverá começar a verificar-se um ajustamento no mercado internacional da construção residencial nova. Os preços deverão estabilizar ou até mesmo baixar. A produção deste segmento deverá registar uma descida no próximo ano, repetindo-se o mesmo em 2007.

O peso do segmento da conservação e manutenção representa um stock de 171 milhões de alojamentos ocupados, com a Holanda, Alemanha, França e Itália a representarem um papel de destaque. Pelo contrário, em países como Portugal, Irlanda ou Espanha, é a construção nova que predomina no mercado.

Caso não haja investimento no sector nos próximos dois anos, a construção residencial nova deverá situar-se no intervalo entre 1,5 e 2 por cento, na Europa Ocidental, enquanto que a construção de edifícios públicos deverá abrandar. Na Europa Central e de Leste, as previsões apontam para um panorama favorável no segmento não residencial, com uma taxa de crescimento anual em torno dos dez por cento.

Relativamente ao sector da engenharia civil, este deverá sofrer um crescimento médio anual por volta dos três por cento na Europa Ocidental, onde as infraestruturas de transporte terão uma importância significativa. Na Europa Central e de Leste, a engenharia civil será o motor de crescimento da construção, com taxas de crescimento na ordem dos 13 por cento ao ano. As perspectivas de evolução para este segmento são positivas, com projectos previstos nas áreas do ambiente e do transporte ferroviário e rodoviário.

Segundo a análise do Euroconstruct, em Portugal a correcção dos níveis de produção deverá estar concluída entre o ano de 2005 e 2006, com taxas de crescimento previstas de menos um e zero por cento. Em 2007 a construção nova de habitação deverá voltar a crescer.