ANEOP prevê quebra de produção superior a 1% em 2005

Por a 21 de Junho de 2005

«Se a conjuntura continuar a evoluir desta forma descendente, a previsão da Comissão Europeia será uma quimera, podendo registar-se, antes, um decréscimo muito maior aos 1 por cento previstos», considera a Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Publicas (AENOP) numa primeira avaliação aos primeiros cinco meses de 2005 no sector da construção.

De acordo com a associação presidida por Soares Franco, «a evolução dos principais indicadores, como o índice de produção, emprego, e o número de licenças de construção emitidas, revela uma conjuntura “paralisante, para não dizer de crise intensa».

A avaliar pelos dados recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a quebra na produção, que ronda os 6,3 por cento, e no emprego, cifrada em 4,1 por cento, a quebra de produção na construção civil e obras públicas pode ser superior ao ponto percentual previsto inicialmentre pela Comissão Europeia para 2005.

Depois de ter havido uma ligeira evolução desde Dezembro Até Março, em relação ao número de licenças e até mesmo nos níveis de confiança, os indicadores voltam a confirmar o clima de pessimismo que afecta o sector. «Parece-nos difícil continuar a manter um discurso prudente ou optimista quando tudo indica se esta fase da conjuntura contraditória com as expectativas criadas há um ano»