Ordem dos Arquitectos decide alterar processo de admissão

Por a 3 de Abril de 2006

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A Ordem dos Arquitectos decidiu na sexta-feira, 31 de Março, alterar o processo de admissão, depois de inúmeros pareceres e manifestações por parte dos estudantes de que o actual procedimento era inconstitucional e desasjustado.

Esta decisão foi tomada no seguimento de uma audiência entre o ministro Mariano Gago e a presidente da Ordem dos Arquitectos (OA), Helena Roseta, o presidente do Conselho Nacional de Admissão, Nuno Simões e o secretário-geral da OA, João Afonso.

Neste encontro, solicitado pela Ordem dos Arquitectos, decidiu-se que todos os cursos vão passar a ser sujeitos a uma acreditação nacional de acordo com o DL 74/2006, de 24 de Março, na qual participarão as Ordens profissionais e que apenas os cursos acreditados por esse novo sistema concederão o grau necessário para a inscrição na Ordem dos Arquitectos.

Foi também decidido, relativamente ao Processo de Bolonha, nos termos do DL 74/2006 e da Lei de Bases do Ensino Superior, para a inscrição na Ordem dos Arquitectos passará a ser exigido o grau de mestre, após um ciclo de estudos integrados de 10 ou 12 semestres.

«O futuro diploma do primeiro ciclo (180 créditos) nunca poderá intitular-se “licenciatura em Arquitectura”», explica um comunicado da AO, onde se acrescenta ainda que «é da competência da Ordem verificar a aptidão profissional, nomeadamente através de estágio e prova de aptidão».

Para proceder à instituição destas alterações, nomeadamente do processo de admissão, a Ordem dos Arquitectos vai desenvolver um conjunto de reuniões internas e externas, com todos os directores dos cursos de arquitectura, com as respectivas associações de estudantes e com a APELA, tendo em conta a nova legislação, o Processo de Bolonha e as posições do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.