DHVFBO avança para a Argélia

Por a 7 de Abril de 2006

17 Sede DHV Miraflores

Em termos de adjudicações, no ano passado a DHV em Portugal registou cerca de 12,4 milhões de euros, dos quais 6,7 correspondentes à FBO, empresa que foi alvo de uma reestruturação

A DHVFBO obteve o seu primeiro contrato na Argélia, onde vai dar início à assessoria ao ministério do Ordenamento do Território e do Ambiente na implementação dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira abrangendo cerca de 1200 quilómetros da costa argelina. «Os trabalhos devem começar durante o mês de Abril», avançou João Viana, administrador da DHVFBO, uma das empresas de consultoria de engenharia do grupo DHV em Portugal.

O responsável adiantou que a DHVFBO foi também uma das seis empresas pré-seleccionadas, num conjunto de cerca de trinta, para apresentar a proposta para o estudo da Baía de Alger. Para além disso, outras propostas e iniciativas neste país encontram-se em bom ritmo pelo que a empresa espera que este mercado possa vir a constituir uma interessante alternativa às já existentes apostas em Moçambique, Cabo Verde e Angola.

Perspectivas de negócio

Em Portugal, as perspectivas de negócio para o ano corrente são «moderadamente optimistas», afirmou João Viana, acrescentado que foi adjudicado há pouco tempo o Plano de Ordenamento e Gestão da Reserva Natural do Estuário do Sado. No início deste ano a empresa iniciou também uma reestruturação, que consistiu em alinhar competências ao nível do grupo em Portugal, tirando partido das diferentes aptidões existentes nas empresas do DHV no nosso país, evitando a duplicação de competências. Contudo, a empresa vai continuar a apostar no leque de serviços que dispõem na área da engenharia, embora considere, face à concorrência que existe, que gostariam de oferecer soluções mais globais e inovadoras em vez de um somatório de prestação de serviços diferenciadas.

Nesta perspectiva, o administrador da DHVFBO salientou que pretende apresentar pacotes de soluções completos aos clientes. Entre os projectos em curso, por parte da DVHFBO, um dos mais relevantes é sem dúvida a fiscalização da reabilitação do túnel do Rossio, iniciada em 2005 e que se prolongará ao longo do corrente ano. Os trabalhos implicam uma intervenção estrutural nas zonas degradadas do túnel e uma limpeza do material desagregado na restante extensão. O projecto prevê também a construção de uma plataforma de via contínua em betão, onde são embebidos directamente os carris, viabilizando um acesso rodoviário em caso de necessidade. Serão ainda instalados modernos equipamentos de segurança, um sistema de monitorização permitindo o controlo em tempo real das condições estruturais do túnel, sistemas de ventilação, câmaras de vídeo-vigilância, entre outros. Outro dos projectos que a empresa tem em mão diz respeito ao Plano Estratégico de Desenvolvimento do Porto de Lisboa que visaf dotar a Administração Portuária de um instrumento privilegiado de gestão.

A extensa área do porto, ao longo do estuário do Tejo, envolve onze municípios e estabelece a relação entre estruturas urbanas metropolitanas e o rio, o que coloca necessariamente a questão da inserção territorial como elemento integrador das orientações estratégicas a definir para um horizonte de 15 anos. Desenvolvido pela DHVFBO, em parceria com a Consulmar e com o ateliê Bruno Soares Arquitectos, o estudo será um espaço de oportunidade para a renovação de Lisboa como metrópole portuária do século XXI. Nele se integra a redefinição das áreas afectas à operação de mercadorias, contentorizadas e carga geral, a renovação e modernização dos terminais fluviais integrados em interfaces com os transportes terrestres, a criação de espaços para a náutica de recreio com equipamentos de lazer associados, o melhoramento e integração das infraestruturas viárias de acesso ao porto, e a importância que vem sendo dada ao terminal de cruzeiros.

Em Sines, a DHVFBO obteve agora um importante contrato para a elaboração do processo de licenciamento do loteamento e das obras de urbanização exteriores ao espaço a ocupar pela nova refinaria Vasco da Gama na Zona Industrial e Logística. À Tecnopor foi-lhe adjudicada a fiscalização da ampliação e remodelação da ETAR de Espinho, servindo uma população de cerca de 200 mil habitantes. Os serviços envolvem a fiscalização da empreitada de concepção, construção civil, fornecimento e montagem de equipamento, bem como a operação e manutenção da instalação durante os períodos de arranque.