Governo investe 20 milhões em projectos turísticos

Por a 2 de Junho de 2006

O governo assinou ontem os contratos para o desenvolvimento de 28 projectos turísticos no âmbito do Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica (SIVETUR), atribuindo um incentivo de 20 milhões de euros.

Estes projectos, aprovados na primeira fase de candidaturas do SIVETUR 2005, representam um investimento total de cerca de 42 milhões de euros, nas áreas de Turismo Natureza, Turismo Sustentável, Animação Turística e Recuperação do Património.

Os projectos relacionados com a hotelaria são os mais beneficiados. Do total de 19 milhões de euros de apoios conferidos ao abrigo do programa SIVETUR; 46,4 por cento destinam-se a estabelecimentos hoteleiros; seguindo-se a animação turística (34,5 por cento) e o turismo no espaço cultural (13,5 por cento), segundo avança o Jornal de Negócios.

Os maiores investimentos destinam-se ao distrito de Viseu, onde será construído um hotel de cinco estrelas, promovido pela Doutibelo, num investimento de 7,5 milhões de euros, com um incentivo de 3,8 milhões de euros; ao distrito de Faro, onde serão construídos vários equipamentos turísticos e projectos de animação no valor de 5,7 milhões de euros, com um incentivo de 2,3 milhões de euros; e ao concelho de Vila Real, onde vai ser criado um hotel de quatro estrelas, orçado em 4,6 milhões de euros.

«No campo dos investimentos turísticos são tão importantes os grandes projectos de menor dimensão como estes que acabamos de assinar», afirmou Manuel Pinho, ministro da Economia e da Inovação que relembrou que, apesar de o governo apoiar projectos no montante de 4 mil milhões de euros no âmbito dos Projectos de Potencial Interesse nacional (PIN), «não podemos esquecer as PEMs».

Luis Patrão, presidente do Instituto de Turismo de Portugal, explicou que desde o início do SIVETUR, há seis anos foram aprovados 251 projectos representando 2256 postos de trabalho e «estes 28 projectos correspondem, a 13 por cento do total dos projectos aprovados nos últimos 6 anos».