"Uma irreverência pensada"

Por a 23 de Janeiro de 2009

 

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Posiciona-se como um produto para um segmento de luxo, uma vez que cria peças de arte para decorar casas-de-banho. Falamos da Laufen. Uma marca do universo Roca que se pretende demarcar no mercado pela sua qualidade e irreverênciaTem pouco mais de um ano em Portugal mas os resultados são animadores. Dona de um estilo de vida e de uma irreverência pensada, o Construir foi descobrir um pouco mais sobre a Laufen à conversa com Petra Fischer, directora da Roca, Paulo Rosado, director de vendas da Laufen, e Artur Silva, responsável de marketing da Roca.A Laufen pertence ao universo Roca, contudo tem processos e organizações diferentes. Como se posiciona a Laufen dentro da Roca?
Petra Fischer (PF): A história de Laufen é a de uma empresa suiça fundada em 1892, e que foi um player importante nessa época. Como é uma empresa suiça sempre teve um desenho e uma qualidade alta. E é assim, neste segmento, que a Laufen se incorpora na Roca, destinada a um segmento alto, de luxo.

A principal diferença entre as duas é o segmento a que se destinam?
PF: Sim, principalmente é este. Os valores da marca Laufen também são diferentes, são a funcionalidade e uma grande qualidade de desenho.

A Laufen cria os próprios espaços, ou apenas cria os equipamentos?
PR: Sim, podemos sempre através do departamento de comunicação e de marketing fazer o projecto do cliente, com os produtos Laufen. Isso até dá outra percepção das coisas, da casa-de-banho, o cliente acaba por ficar muito mais à vontade na escolha dos produtos, tendo como base um projecto feito e pensado para as peças Laufen.

O que é o "Estilo de vida Laufen"?
PR: Nós quando começamos com a Laufen quisemos transparecer para o mercado que a Laufen estaria ligada a um estilo de vida diferente, para se poder diferenciar de outras marcas. Então achamos que precisamente pelo design das peças, pelas suas dimensões e pelos designers e arquitectos envolvidos na criação das mesmas, o cliente tinha outro tipo de status. Ou seja queremos diferenciar o estilo de vida das pessoas.

Esses designers e arquitectos são parecerias pontuais. A que critérios tem de obedecer?
PF: A escolha é de ambas as partes. São as grandes casas como é o caso da Alessi que procuram parceiros para os seus projectos. Do outro lado está a Laufen que escolhe e que tem uma exigência grande, e que para depositar confiança tem de ser num desenhador com alguma dimensão. Assim estas parcerias resultam de uma confiança mútua. Neste caso concreto a Laufen trabalha com a Alessi que por sua vez trabalha com designers famosos. Normalmente faz-se um contacto analisa-se se existe uma química, confere-se a qualidade do desenhador e depois avalia-se os projectos, se são ou não viáveis.

Estão presentes em muitos mercados, cerca de 17 países desde a Europa Ocidental à Europa Oriental. Quais as principais diferenças entre estes mercados?
PF: Como na moda, o segmento de luxo está bastante nivelado em toda a Europa e mesmo em todo o mundo. Em Portugal a Laufen tem um ano e pouco, mas de facto crê-se e nota-se uma estabilização e um crescimento sustentado, e é isso que nos vai garantir chegar ao patamar onde já estamos nos outros países.
PR: Essa foi aliás uma das razões de termos lançado a Laufen em Portugal, precisamente porque nesse segmento de mercado fazia falta uma marca do nosso grupo cá. Portanto foi precisamente a Laufen a tapar essa lacuna. É algo em que nós acreditamos, porque pelo menos até agora os resultados tem sido satisfatórios, e daqui para diante é continuar a caminhada sempre a crescer.

Então em termos de facturação e volume de negócios o ano de 2008 correspondeu às expectativas…
PR: Correspondeu às nossas expectativas. O que tínhamos definido foi cumprido e agora queremos alcançar mais, precisamente nesse segmento de mercado.

Uma vez que se destinam a um segmento de luxo, um nicho de mercado que está estabilizado o ano de 2009 não vos assusta…
PR: Em todo o tipo de produto de valor acrescentado as coisas continuam-se a vender, e é nesse segmento que nós estamos, agora, também temos de ter a noção do mercado da construção em Portugal. Eu diria que assustar não nos assusta, mas temos de estar atentos ao mercado.

Que estratégias é que definiram para 2009?
PR: Vamos continuar com a estratégia que tínhamos definido para este ano, que era o de criar a promoção do espaço Laufen nos nossos distribuidores. Vamos dar a conhecer a Laufen aos arquitectos, construtores e até propriamente ao cliente final, e fazer algumas acções pontuais de marketing que estão pensadas.

Quais as principais tendências que se avizinham para 2009? Materiais, modelos, cores?
PF: A Laufen é um desenho do Norte misturado com desenhos italianos. Vamos seguir no mesmo caminho, vendo a casa-de-banho como uma sala de estar. Vamos entrar mais na madeira, e ao nível de cores há de tudo.