Projectar contemporâneo

Por a 13 de Março de 2009

 03-proposta.jpg 04-proposta.jpg

“A intervenção assenta em duas preocupações determinantes: inserir um edifício de carácter contemporâneo num contexto urbano de alguma diversidade e requalificar o espaço de logradouro, actualmente inexistente.” É desta forma que termina a memoria descritiva de um projecto do ateliermob para um edifício sito na zona das Amoreiras.

Um projecto de raiz
Em jeito de primeira abordagem o cenário encontrado não deu espaço para grandes dúvidas. “Os edifícios existentes no lote apresentavam péssimas condições de habitabilidade, em virtude do seu elevado estado de degradação. Perante a situação diagnosticada tornou-se inevitável um projecto de raiz.”. Uma particularidade da proposta do ateliermob, prende-se com a transformação da antiga tipologia de escada de emergencia/serviço “muito utilizada no século passado na cidade de Lisboa  em escada principal”.

Configurações diversas
Segundo a equipa do ateliermob, na frente de rua da intervenção, “não existe uma unidade compositiva única. A rua apresenta diversas configurações ao nível das proporções, escala, revestimentos, vãos e desenho.” Este cenário diverso vai ganhar mais uma particularidade, uma intervenção que “não pretende destacar-se das demais por uma particularidade de desenho mas sim assumir-se com uma linguagem contemporânea”. Assim,  embora vá ao encontro do desenho existente, o projecto é pontuado por rasgos de contemporaneida. As varandas são outra das particularidades. “Enquanto tradicionalmente as varandas são elementos que se projectam sobre a rua, na intervenção proposta as varandas são retiradas da volumetria de construção.”
Tipologia invertida
A habitação está dividida em três partes, a primeira denominada de “uso geral”, a segunda a que foi dado o nome de “de uso condicionado”, e por ultimo uma terceira, onde ficam os quartos. “Desta forma a tipologia original aparece invertida. Não só porque conseguíamos criar uma situação mais controlada de exposição solar, mas também porque obriga, de facto, a uma utilização qualificada do espaço exterior do logradouro – transformado no espaço privilegiado de socialização”, revelam os autores

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *