
Consenso ao fim de oito horas de duras negociações. É deste modo que se pode resumir a assembleia-geral da Cimpor que decorreu esta quinta-feira e de onde resultou uma lista consensual para os órgãos sociais, tendo sido afastados os dois nomes mais contestados das listas propostas pela aliança Investifino/Lafarge e por Bayão Horta.
Deste modo, fica assim garantido o Conselho de Administração da cimenteira até 2011, faltando agora apurar como será composta a comissão executiva que resultará, precisamente, de uma decisão do Conselho.
Francisco Lacerda, que tinha sido proposto pela aliança Investefino/Lafarge, e Luís Matos Chaves, proposto por Bayão Horta, foram os dois nomes afastados tendo entrado em substituição, e como nome de consenso, Luís Ribeiro Vaz.
Segundo o presidente da mesa da assembleia-geral, Galvão Telles, a lista foi aprovada por "mais de 90 por cento" dos votos, tal como os restantes pontos da ordem de trabalhos.
"Foi tudo votado favoravelmente com mais de 90 por cento dos votos", afirmou aos jornalistas à saída da reunião magna, adiantando que na assembleia-geral "esteve representado 87 por cento do capital" da cimenteira.
No final da reunião Manuel Fino afirmou que a negociação não foi difícil e que ficou "muito satisfeito" com o desfecho.
Na lista aprovada, destaque para uma maioria de membros designados pela Teixeira Duarte, maior accionista da cimenteira, com 22,9% do capital. Os vogais da lista final aprovada em assembleia-geral são: Vicente Mosquera, Pedro Maria Teixeira Duarte, José Manuel Fino, Jean de Montgailhard, Jorge Correia Tomé, José Enrique Freire Arteta, Jorge Manuel Tavares Salaveza Moura, Luís Filipe Sequeira Martins, Manuel Luís de Faria Blanc, António Varela, Luis Ribeiro Vaz, Alberto Corcos, Luís da Silva Barbosa e António Gomes Mota.
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