A Câmara de Setúbal manifestou o seu agrado pela versão final do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML), considerando-a "uma estratégia de desenvolvimento" para o concelho.
Para o vereador André Martins, trata-se de "um conjunto de projectos de carácter estruturante, designadamente para a zona ribeirinha, em vez de propostas avulsas que põem em risco essa filosofia".
A presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, sublinhou que o plano – que deve entrar em "discussão pública durante o mês de Novembro" com publicação prevista "logo no início de 2010" – é "muito valioso para o desenvolvimento socio-económico da região".
A autarca afirmou ainda que "o plano confere à cidade de Setúbal uma posição de grande relevância no contexto da área metropolitana".
Maria das Dores Meira destaca o relevo conferido ao turismo, "através das riquezas naturais do Sado e da Arrábida", mas também "a importância dada a um conjunto de infra-estruturas da cadeia nacional da logística de transportes e distribuição".
Para a unidade do eixo Setúbal-Palmela, está prevista, ao abrigo do PROT-AML, que se coordena com o Plano Director Municipal, a construção de um terminal de cruzeiros para navios de pequena ou média dimensão, a recuperação e dinamização das docas do Clube Naval Setubalense e das Fontainhas, a instalação de serviços de apoio à náutica e a promoção do desenvolvimento do Porto de Setúbal.
Para a unidade Arrábida-Espichel/Matas de Sesimbra estão previstos planos de fomento do enoturismo e do turismo no espaço rural, a criação de uma "porta" no Parque Natural da Arrábida, com um Centro de Apoio ao Visitante e Eco Museu e a instalação de um Centro de Acolhimento no Alambre.
Já para a unidade do Estuário do Sado, está prevista a instalação de pontões de embarque, postos de acostagem e locais de fundeadouro para embarcações marítimas turísticas e a adaptação da Quinta da Mourisca às funções de uma "porta" para a Reserva Natural do Estuário do Sado.
O PROT-AML, aprovado em 2002, abrange a Grande Lisboa e a península de Setúbal, com uma população de 2,75 milhões de habitantes e uma área de 2944 quilómetros quadrados. Tem como prioridades a sustentabilidade ambiental, a qualificação metropolitana, a coesão sócio-territorial e a organização do sistema metropolitano de transportes.
Palavras Chave: Construção
