Cinco projectos de escolas para África representam Portugal na Bienal de São Paulo

18 de Setembro de 2009 às 05:30:00 por Lusa

Cinco projectos de escolas criados por arquitectos portugueses para lugares específicos em países africanos lusófonos vão representar Portugal na 8ª Bienal Internacional de Arquitectura de São Paulo, que decorre de 31 de Outubro a 06 de Dezembro.A ideia, explicou à Agência Lusa o comissário da representação oficial portuguesa, arquitecto Manuel Graça Dias, foi "criar algo durável no tempo e que ficasse para além da bienal" de arquitectura de São Paulo.

O tema proposto este ano pela organização do evento dá pelo nome de "ECOS Urbanos", e a primeira palavra é uma sigla formada pela ideias de Espacialidade, Conectividade, Originalidade e Sustentabilidade, quatro eixos que norteiam o conceito traçado pelo curador geral, o arquitecto Bruno Roberto Padovano.

Em Portugal, a representação oficial portuguesa é da responsabilidade da Direcção-Geral das Artes (DGA), organismo tutelado pelo Ministério da Cultura, que lançou a Manuel Graça Dias o desafio de "realizar uma acção mais propositiva, e sugerindo um projecto de uma escola-tipo que pudesse ser mais tarde construído em países africanos", contextualizou Manuel Graça Dias.

"Para que não fosse um projecto arquitectónico standard, propus que fossem criados cinco projectos diferentes, adaptados às características de cada país africano", explicou o comissário.

Tendo em mente as características do conceito, Manuel Graça Dias convidou cinco arquitectos portugueses da mesma geração – todos nascidos ao longo da década de sessenta – e com alguma experiência em projectos semelhantes.

O que a representação portuguesa vai levar à Bienal de Arquitectura de São Paulo "são cinco maquetes bastante expressivas de um projecto que não se esgota ali, continua, e entrará numa segunda fase, esperamos, com a construção efectiva das escolas" em Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Angola.

"Para criar os projectos escolhi arquitectos não muito conhecidos, mas cujo trabalho me agrada bastante", justificou.

Inês Lobo é a autora do projecto de escola em Achada na Fazenda, em Cabo Verde, Pedro Maurício Borges criou uma para Cacheu, na Guiné-Bissau, Pedro Reis desenhou a de Santa Catarina, em São Tomé e Príncipe, Jorge Figueira criou a de Benguela, em Angola, e a dupla de arquitectos Pedro Ravara e Nuno Vidigal criaram a da Vila do Milénio, em Moçambique.

Na sequência de contactos feitos pela DGA, foram envolvidos no projecto embaixadores dos países africanos escolhidos e responsáveis dos ministérios da Educação, que indicaram situações reais.

Manuel Graça Dias destacou ainda que a tutela (Ministério da Cultura) "foi muito cúmplice em todo o processo, e está muito interessada em que tenha continuidade no próximo ano, de forma a que as escolas sejam construídas".

O percurso dos arquitectos nos cinco países africanos, os contactos estabelecidos com as populações e entidades locais foi fotografado e será também levado para exposição na Bienal Internacional de Arquitectura de São Paulo.

O projecto da representação oficial portuguesa na 8ª Bienal Internacional de Arquitectura de São Paulo é apresentado hoje ao fim da tarde no Palacete do Hotel Tivoli Lisboa, com a presença do comissário, do director-Geral das Artes, Jorge Barreto Xavier, e do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro.


 

Palavras Chave: Arquitectura & Urbanismo


 

Deixe o seu Comentário

 

© Copyright 2010 Construir.pt. Todos os direitos reservados.