Presidentes do BES e CGD afastam impacto da crise no Dubai nas operações dos bancos

30 de Novembro de 2009 às 05:30:00 por Ricardo Batista

Os presidentes do BES, Ricardo Salgado, e da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Faria de Oliveira, garantem que os bancos que lideram não estão expostos aos impactos da crise do Dubai."Não temos rigorosamente exposição nenhuma ao Dubai", garantou Faria de Oliveira à entrada de um evento organizado pela Associação Comercial de Lisboa.

Por seu turno, Ricardo Salgado realçou que o grupo Espiriro Santo, através da holding Espírito Santo Financial Group, tem um pequeno banco para particulares, especializado na gestão de activos, mas que esse banco "não tem nenhum envolvimento local, nomeadamente, não está no mercado imobiliário".

Ricardo Salgado garantiu não ter "prejuízo de espécie alguma", explicando que a área em que o banco actua não tem qualquer ligação ao ramo imobiliário.

O Governo do Dubai pediu quinta-feira uma moratória de seis meses aos credores da empresa pública Dubai World para cumprir com os seus pagamentos, afirmando que a decisão foi necessária para "enfrentar o peso da dívida".
O incumprimento no pagamento das dividas está ligado ao rebentamento da bolha especulativa do mercado imobiliário do emirado do Dubai.

O pedido de moratória por parte do grupo Dubai World, que está sob o controlo do Governo do Dubai, colocou o sistema financeiro internacional mais uma vez próximo de uma crise de confiança que levou à quebra das bolsas mundiais.


 

Palavras Chave: Imobiliário


 

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