APREN critica manifesto contra política energética do Governo

Por a 8 de Abril de 2010

O presidente do conselho geral da Associação Portuguesa das Energias Renováveis (APREN) considerou “deslocado e suspeito” o manifesto contra a política energética do Governo. Eduardo Oliveira Fernandes, em reacção ao manifesto, acusou ainda Mira Amaral de ser parte do problema.

Em declarações à Lusa, este responsável lembrou que foi Mira Amaral que criou os custos para a manutenção e equilíbrio contratual (CMEC) e os contratos de aquisição de energia (CAE), que acrescentam anualmente cerca de 540 milhões de euros ao défice tarifário.

O responsável da APREN sublinhou que a existência de um défice tarifário “é uma opção política”, e que se o Governo optasse por reflectir nas tarifas o real custo da energia, isso não representaria “mais do que uns pós” no custo final, não concretizando, no entanto, em quanto poderia encarecer o preço da energia.

3 comentários

  1. pc

    9 de Abril de 2010 at 8:50

    Se o défice tarifário é de 2 mil milhões, e a EDP tem cerca de 9.4 milhões de clientes, é fácil fazer as contas!

  2. Carlos Campos

    9 de Abril de 2010 at 15:31

    “Nuclear não lembra a NINGUÉM!”

    O nosso país continente e ilhas, é riquíssimo, repito, riquíssimo em recursos energéticos renováveis sendo esta a verdadeira alternativa energética a médio e a longo prazo e sem qualquer risco.

    O Nuclear como opção energética para Portugal e por Portugal, não faz qualquer sentido, pois não somos um país emergente (todos os dias as necessidades de consumo de energia nestes países que aqui referencio actualmente aumenta cerca de 10,9%) como os casos dos países China e Índia entre outros.
    Em casos como o que refiro acima julgo que sim, que entre escolher uma central termoeléctrica a carvão ou diesel e centrais nucleares, eu como cidadão do planeta terra actualmente prefiro a nuclear como alternativa.
    Em Portugal os “lobbies destrutivos” continuam a pressionar os governos. Faz todo o sentido apostar cada vez mais nas energias renováveis, mas sobretudo deforma a que cada vez mais sejam descentralizadas, por exemplo a Microgeração e a Minigeração, desta forma sim, a energia é produzida e consumida de imediato, não só pelo produtor (microprodutor) como também por outros consumidores dentro da zona envolvente.
    Veja-se o caso de Espanha, o Primeiro Ministro Zapatero no parlamento espanhol informou (há cerca de 5 anos) que pretende, a partir de 2012, 2014, começar a desactivar as actuais centrais nucleares existentes, não apostar mais neste tipo de energia, mas sim investir em energias derivadas de fontes renováveis, como seria de esperar até a oposição bateu palmas, pois desta forma os governos espanhóis (actual e futuros) pretendem dar o bom exemplo a seguir em todos os países que disponham de muitos e diversos recursos energéticos “limpos”.
    Ora destes recursos não falta nada a Portugal, temos tudo, mas será que não teremos a coragem politica suficiente para contrariarmos de uma vez por todas as intenções e pretensões deste género. Até o Senhor Governador do banco de Portugal Dr. Victor Constâncio divulgou publicamente que a melhor solução energética seria o Nuclear, o senhor com certeza é um óptimo profissional (?) naquilo que sabe fazer, (gerir o banco de Portugal e…, e alertar para as questões de economia) mas no que diz respeito a energias renováveis, não sabe do que fala, se quer saber terá que perguntar a quem sabe e que todos os dias aborda e trata na pratica estas questões. Claro que eu sou da opinião, e afirmo-o com muita convicção e com fortes argumentos, que para Portugal a melhor solução energética passa pela constante aposta nas energias renováveis, e perdoem-me a pouca modéstia, mas o sector solar Fotovoltaico e solar Térmico, é sem duvida a melhor opção para o nosso país!
    Claro que existem ainda, o Vento, Biomassa, Ondas, Hídrica, etc. e todas são estas são energias limpas.
    Quando ouvi o senhor governador do banco de Portugal informar que a crise que o nosso país atravessa actualmente é sobretudo por questões energéticas, (também, mas não a mais importante diria eu!) e logo de seguida afirmar e divulgar que o Nuclear terá se ser uma das alternativas que o nosso país terá de seguir, até me pareceram as palavras do senhor Patrik Monteiro, um dos principais responsáveis em promover o Nuclear e instala-lo a toda a força e a qualquer preço em Portugal, uma vez mais os lobbies DESTRUTIVOS quererem, pretendem funcionar, mas se estes lobbies promovessem as renováveis não me importaria, (desde que com peso e medida, o que normalmente chamamos de bom senso) agora uma energia que se pode considerar “um pau com dois bicos” é que não faz sentido, e não lembra a NINGUÉM!
    Mensagem final a todos os governantes e a todos os Portugueses, nunca ir pelo caminho mais fácil, (quem se mete em atalhos mete-se em trabalhos) perguntar sempre a quem muito sabe sobre estes assuntos, para isso existem as Associações envolvidas nestas áreas, neste caso e em particular a APISOLAR – Associação Portuguesa da Industria Solar, estará sempre disponível para contribuir positivamente no desenvolvimento sustentável deste sector, por ultimo gostaria de informar e ao mesmo tempo relembrar que centrais nucleares já as temos há muitos anos “juntinhas” às fronteiras com Portugal, mas essas centrais são espanholas, e se algo correr mal os primeiros a sentirem os seus efeitos numa larga escala serão os portugueses.
    Desejo a todos (aqueles que os não tem) melhores pensamentos e colocar em pratica os estudos que já existem como alternativas sobre soluções energéticas sustentáveis e eficientes para Portugal, e todas elas derivadas de renováveis, e não os voltar a deixar esquecidos nas profundas gavetas muito escuras!

    Cumprimentos a todos.

    Carlos Campos

  3. carlos campos

    1 de Outubro de 2012 at 12:06

    “Continuação de mais episódios associados de forma Directa e Indirecta ao tema”

    Caros (as),

    Hoje está marcada e a acontecer neste momento mais uma manifestação de desagrado para com as politicas anteriores e actuais, sendo estas operacionalizadas pelo actual Governo do estado português, e com as “bitolas” do Sr. Borges, mais um que se julga “o todo poderoso”, além de muitos outros, que normalmente apelido de a “clientela do costume”.

    Não resisti em escrever hoje este texto como desabafo, e de quem já está farto e a ficar com muitos “tiques” de nervosismo pelas anormalidades que se dizem, mas sobretudo as que se praticam baseadas nessas mesmas anormalidades que se “badalam” do tipo “Carrilhão de Mafra”.

    Eu como empresário desde os 16 anos de idade, (actualmente com 50 anos) não admito que uma pessoa que sempre esteve de “rabo virado para o ar” me venha dar lições de empreendedorismo, de como se nasce do ZERO uma micro e uma PM empresa, e menos ainda de como se gere e sustenta a médio e a longo prazo, muito menos lhe admito que me chame de ignorante!

    Até poderia não lhe ligar, (dar-lhe “demasiada” importância) porque a melhor forma de resposta é precisamente não dar resposta, pura e simplesmente Ignorar, é a melhor “arma” de arremesso com que podemos TODOS responder, mas só ás vezes e dependendo sempre do que se trata efectivamente.

    Enfim, são estes os ditos homens (homenzinhos= garotos com birras) que dizem ter a solução para “tirar o nosso país” da miséria em que se encontra.

    Estamos mas é a ser enganados, porque o que eles pretendem é tomar de assalto o poder, e alguns dos poucos “poleiros” que ainda existem nos ministérios, fundações, EDP’s, €/$ e o raio que os parta, e ainda da “clientela do costume”.

    Nunca vi desde (verifico e constato ultimamente e diáriamente) o 25 de Abril de 1974, um governo que a tudo o custo e com o parecer dos “BORGES” deste país que estiveram durante muito tempo ausentes e a encherem-se de dinheiro á conta do “Zé-povinho”, a destruir as micro e PME’s do nosso país, e a privilegiar só as grandes empresas, (a clientela do costume EDP’s €/$ & Companhia, …).

    Existem felizmente ainda muitas pessoas que se disponibilizam a custo ZERO (0) e com vontade própria para assessorar os ministros, os SE, os ditos assessores desses mesmos ministérios, etc., mas qual é a resposta? Deixem-se estar sossegados no vosso sofá, “não nos venham estragar as nossas panelinhas”, e assim continuamos para BIMBO, enganei-me queria dizer BINGO!

    Este Sr. Borges faz-me lembrar o Sr. Victor Constâncio, (anterior GOV do Banco de Portugal) que além de não fazer bem o seu trabalho de casa que lhe competia e em nome de todos os portugueses, ainda veio em 2008, 2009, dar “bitolas” acerca da energia nuclear, dizia o Sr. na altura “que seria a melhor opção para Portugal, e que estávamos a atravessar uma enorme crise porque Portugal é dependente de energias fosseis”, logo a solução para este Sr. era o Nuclear.

    Leia-se o que escrevi em 2010, mas a versão original é de 2008 (clicar em cima do link com confiança).

    http://www.construir.pt/2010/04/08/apren-critica-manifesto-contra-politica-energetica-do-governo/

    É preciso ter muita “lata”, só porque a Sr.ª. sua esposa estava ligada profissionalmente ao Nuclear, este veio logo defender uma “coisa” de que não sabe, e pelos vistos nunca saberá!

    No entanto qual foi a penalização que lhe atribuíram a nível nacional e internacional, o “poleiro” de nº. 2 do BCE, isto é que é ser transparente e rigoroso? Vale ou não vale a pena o crime, quando este é praticado por Governantes, Banqueiros, e “alta finança de especulação accionista”, etc., claro que vale, e é esta a educação e imagem “construtiva” que deixam/deixamos á actual e futura geração de portugueses!?

    Vão mas é brincar com a Pil…. Uns dos outros!

    Por fim, e por hoje despeço-me de todos com a energia suficiente para defrontar pessoas como este e mais Sr’s. Borges que se passeiam por aí.

    Não deixem que pessoas com este “nivelzinho” de; “ somos todos poderosos e sabichões” nos dêem lições de empresários e empreendedorismo!

    Este e outros com o mesmo comportamento que vão chamar Ignorantes ao “raio que os Parta”!!

    Por favor não abusem de mim, começo a ficar com “tolerância zero”.

    E os colegas como se sentem, sobretudo aqueles que são empresários e empreendedores no sentido lato da palavra?

    Cumprimentos,

    CC

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