‘Não negue à partida uma ciência que desconhece’

Por a 8 de Abril de 2010

A frase “não negue à partida uma ciência que desconhece”, popularizada num anúncio televisivo, é bem conhecida de todos, apela a que não se feche portas ao desconhecido, e pode muito bem ser aplicada à Geobiologia. Criar casas e ambientes mais saudáveis recorrendo a esta ciência ainda é pouco usado em Portugal e por isso o Instituto Macrobiótico organizou um workshop sobre o tema.

Edifício Doente

Segundo o presidente do Instituto Macrobiótico de Portugal , Francisco Varatojo, a Geobiologia é uma ciência que ajuda a perceber problemáticas como a Síndrome do Edifício Doente, “uma condição médica descrita pela Organização Mundial de Saúde em 1983, na qual indivíduos adoeciam sem razão aparente, pelo simples facto de viverem ou trabalharem em determinados edifícios”. Entre os factores que influenciam o metabolismo humano estão as formas arquitectónicas, a qualidade do ar e da água, a poluição sonora e electromagnética, as radiações, ao materiais de construção e de mobiliário.

Alexandre Gama, professor no Instituto Macrobiótico de Portugal, explicou ao Construir esta ciência. “A geobiologia é inspirada em conhecimentos ancestrais, e ensina-nos a estar atentos às energias da terra que têm origens diferentes dependendo do que as provoca”. Por vezes essas energias transformam-se em zonas de conflito que por sua vez acabam por afectar o campo magnético das pessoas, explica. Contudo, Alexandre Gama alerta para o facto de as mesmas poderem mesmo desgastar um edifício na medida em que os materiais podem deteriorar-se mais rápido. Entre as zonas de conflito, Alexandre Gama aponta as linhas de água ou uma zona de falha geológica como problemáticas, uma vez que são consideradas irregularidades no campo magnético.. ”A água tem uma energia muito forte que pode ter influência no metabolismo”. Aquele responsável diz que “infelizmente as classes profissionais ainda não aderiram a esta área que é cada vez mais científica e com abertura para se fazer cada vez mais estudos”, sublinhando mesmo que muitas vezes não é só não acreditarem ou não ligarem, “não lhes interessa, o factor económico fala mais alto e por isso não encomendam este tipo de estudos”.

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *