União Europeia apoia projecto de abastecimento de água de 95 ME em Moçambique

Por a 13 de Abril de 2010

A União Europeia e o Banco Europeu de Investimento vão co-financiar um projecto de abastecimento de água às regiões de Boane, Maputo e Matola, sul de Moçambique, avaliado em quase 95 milhões de euros.

O projecto, que tem como parceiros o Governo moçambicano (que contribui com 13 milhões de euros), da Holanda (18,6) e Agência Francesa de Desenvolvimento (6,6), visa reabilitar e ampliar a actual capacidade de produção de água na Estação de tratamento do Umbelúzi, em Boane.

Para a materialização do projecto, a União Europeia concederá 25 milhões de euros, enquanto o Banco Europeu de Investimento dará 31 milhões de euros.

As obras consistem na ampliação da Estação de tratamento do Umbelúzi, em Boane, dos actuais 44 mil metros cúbicos por dia para 240 mil metros cúbicos diários.

Com a conclusão do projecto, em 2012, cerca de 1,5 milhões de pessoas do distrito de Boane e das cidades de Maputo e Matola passarão a ter água potável durante 24 horas, fornecimento que beneficiará zonas residenciais, escolas e hospitais locais.

No âmbito dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio, as Nações Unidas fixaram em 70 por cento a cobertura do abastecimento de água urbana em Moçambique até 2015, mas as autoridades moçambicanas estimam que, até finais do ano passado, já tinham alcançado 60 por cento da cobertura.

Na cidade de Maputo, capital moçambicana, a actual taxa de cobertura de água potável é de 50 por cento, num universo de cerca de 1,4 milhões de habitantes.

Hoje, o ministro das Obras Públicas e Habitação de Moçambique, Cadmiel Muthemba, lançou a primeira pedra simbolizando o arranque oficial das obras de abastecimento de água, que prevê tornar possível que, dentro de ano e meio, 1,5 milhões de pessoas possam ter acesso a um fornecimento contínuo de água na zona do grande Maputo, 830 mil dos quais novos consumidores.

Segundo Cadmiel Muthemba, esta cifra poderá contribuir para o cumprimento das Metas do Desenvolvimento de Milénio que o país subscreveu, que estabelece uma cobertura de 70 por cento da população moçambicana com acesso a água potável até 2015.

O presidente do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG), Nelson Beet, assegurou, a propósito, que “Moçambique irá cumprir as Metas do Desenvolvimento de Milénio até 2015” relativamente à taxa de cobertura de água.

Em Outubro do ano passado, o FIPAG rubricou acordos com quatro empresas visando a materialização do projecto de abastecimento de água nas três zonas.

No quadro dos pactos rubricados, uma das obras a ser desenvolvida será a da reabilitação e ampliação da estação de captação e de tratamento de água do Umbelúzi durante os próximos 18 meses. As acções, avaliadas em 27 milhões de euros, serão executadas pelo consórcio Português Mota Engil/EFACEC/SOGITEL.

No mesmo programa, prevê-se a construção de 19 quilómetros de uma nova adutora e reabilitação da adutora existente a serem executadas pela empresa chinesa China Geo-Engeenering and Corporation, cuja duração é de 18 meses e custarão 15 milhões de euros.

Uma outra obra a ser executada por outra empresa chinesa, a China Henan International (CHICO), é a expansão do sistema de abastecimento de água para novas áreas. A mesma está estimada em 9,6 milhões de euros e deverá ser concluída também até 2012.

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