PCP acusa Ministério das Obras Públicas de querer adiar novas linhas do Metro do Porto

Por a 11 de Junho de 2010

O PCP/Porto afirmou esta quinta-feira que o Ministério das Obras Públicas “confirmou” o adiamento da expansão da rede do Metro do Porto devido ao Plano de Estabilidade e Crescimento.

“Em resposta a uma pergunta do Grupo Parlamentar do PCP, relativa aos sucessivos atrasos no lançamento das linhas de expansão do Metro do Porto, o Ministério das Obras Públicas confirmou aquilo que a DORP do PCP já havia denunciado, que o Metro do Porto será ‘vítima’ do PEC”, refere em comunicado o Partido Comunista.

Os comunistas referem que na resposta, “ao afirmar que futuros projectos serão avaliados à luz dos critérios de restrição orçamental impostos pelo PEC, o Governo faz tábua rasa de anos de atraso na expansão na rede do Metro do Porto que são da responsabilidade dos Governos PS, com a cumplicidade da Junta Metropolitana do Porto de maioria PSD”.

Para o PCP, este “novo adiamento” na expansão da rede do Metro do Porto “origina mais uma discriminação negativa da região, particularmente grave por coincidir com a grave crise social e económica que se faz sentir com maior intensidade no distrito”.

“Esta é mais uma prova do erro político que foi a governamentalização da Metro do Porto, que não apenas levou à estagnação do projecto de expansão das linhas, como gerou uma situação de falência técnica, em consequência do subfinanciamento crónico imposto a esta empresa”, sublinha a DORP.

Na carta do Ministério das Obras Públicas ao PCP é explicado que “o Governo e a Administração da Metro do Porto cumprem critérios de sustentabilidade e eficiência, num enquadramento de restrições orçamentais e de limites de endividamento que devem ser cumpridos”.

A missiva recorda ainda que, e conforme consta do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), “está previsto um conjunto de medidas para o Sector Empresarial do Estado (SEE), para reduzir o seu endividamento e melhorar a sua sustentabilidade, designadamente a fixação de limites máximos para o crescimento anual do endividamento das empresas públicas não financeiras”.

Acrescenta se “fundamental vincar a exigência de maior selectividade no investimento público e adequar o crescimento do nível do endividamento à realidade do País”.

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