Conceito “Capacity Plus” da Siemens optimiza aeroportos para o Mundial 2010

Por a 2 de Julho de 2010

Para dar resposta ao pico de tráfego esperado ao longo das quatro semanas do Mundial 2010 na África do Sul, estimado em 3,5 milhões de pessoas, a Siemens Portugal, na qualidade de Centro de Competências Mundial do conceito Capacity Plus para o universo Siemens, “construiu dois terminais aeroportuários temporários localizados em Port Elizabeth e Bloemfontein, cidades que acolherão jogos do evento”.

Em comunicado de imprensa a Siemens refere que “as unidades desenhadas e construídas pelas equipas de engenharia da Siemens Portugal têm capacidade para receber 4000 passageiros/ dia e cada uma ocupa uma área de 1.800 metros quadrados. Construídas em apenas sete semanas, estas infra-estruturas foram equipadas com portas de embarque, balcões de Check-in, máquinas de Raios-X e detectores de metais”, assegura a mesma fonte.

Para José Arsénio, responsável por esta área de negócio, “o sucesso obtido demonstra a capacidade da engenharia portuguesa para realizar grandes projectos e para responder num curto espaço de tempo aos desafios de grandes eventos”.

Neste projecto estiveram envolvidos dezenas de responsáveis de projecto portugueses e foram ainda necessários dezanove contentores marítimos e cinco envios aéreos para fazer chegar os equipamentos à África do Sul, bem como de 22 mil metros de cabo eléctrico.

Neste âmbito, a Siemens destaca o facto de “desde a sua criação, por ocasião do EURO2004, o conceito Capacity Plus já ter originado um volume de negócios no valor de 40 milhões de euros para a Siemens Portugal”, recordando que o conceito Capacity Plus “consiste em implementar terminais temporários personalizados, de modo a responder rapidamente a um aumento de fluxo de passageiros, típico de eventos de grandes dimensões, remodelação de infra-estruturas existentes, épocas especiais ou mesmo para cenários de crise.

A empresa sublinha que “é pioneira neste tipo de projectos e é a única no mundo com referências na execução de terminais temporários, sempre recorrendo a competências nacionais, e que incluem sistemas de tratamento de bagagem, serviços de operação e manutenção e o desenvolvimento de software para ajuda à exploração aeroportuária, entre outros”.

Encomendas valem mais de mil milhões de euros

A Siemens revela ainda que por ocasião do Mundial 2010, “ganhou encomendas no valor total de mais de mil milhões de euros, incluindo soluções ‘verdes’ que vão aumentar os níveis de qualidade de vida dos sul-africanos mesmo depois do Campeonato do Mundo terminar”.

Como exemplo a empresa explica que, para a melhoria da rede ferroviária da África do Sul “instalou sistemas avançados de informação aos passageiros e sistemas de gestão de comboios em estações estratégicas dos principais corredores ferroviários do país”; e que todos os estádios onde decorrem jogos do Mundial “foram equipados com tecnologia de iluminação OSRAM – LEDs de última geração. Estas soluções são mais eficazes do que as lâmpadas incandescentes convencionais, consomem menos 80 por cento de energia e economizam centenas de euros por LED”.

Na Cidade do Cabo e em Mossel Bay, a empresa informa que “construiu novas centrais eléctricas mais eficientes que permitem gerir os picos de carga na rede eléctrica ao longo de todo o evento, garantindo o fornecimento de energia a casas particulares e empresas”. E por último, “o Hospital Central Inkosi Albert Luthuli, em Durban, tornou-se o primeiro hospital paperless no país, depois da Siemens instalar o seu sistema de informação Soarian MedSuite, que permite gerir os fluxos de trabalho e da prestação de cuidados médicos de modo totalmente informatizado”.

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