EDP vai levar renováveis aos refugiados de Kakuma

Por a 7 de Setembro de 2010

A EDP juntou-se ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) para levar energias renováveis e soluções ambientalmente sustentáveis ao campo de refugiados de Kakuma, no Quénia.

“Trata-se de um projecto global inédito apresentado por ocasião da quinta conferência anual da Iniciativa Global Clinton (IGC)”, refere o comunicado da empresa liderada por António Mexia, acrescentando o carácter “simples” desta ideia que, “logo nesta fase inicial, irá revolucionar a vida de mais de 70 mil pessoas”.

“Este projecto-piloto visa desenvolver um conjunto de soluções normalizadas na área da energia e fomentar o empreendedorismo social em Kakuma”, pode ler-se no mesmo documento. O projecto poderá ser implementado noutros campos e comunidades rurais, se for bem sucedido nesta primeira fase.

“A EDP contribuirá, deste modo, para aliviar a pobreza e fomentar o desenvolvimento sustentável à escala mundial”, através do fortalecimento da capacidade das populações mais vulneráveis e “satisfazendo as suas necessidades básicas de energia”, segundo os responsáveis da empresa portuguesa.

A EDP produzirá electricidade a partir da energia solar e eólica, reduzindo, desta forma, o consumo de gasóleo e “assegurando a iluminação exterior com energia solar, o que contribuirá para melhorar, de forma significativa, a eficiência energética do campo”.

Com vista a reduzir a dependência da lenha e a consequente desflorestação, “serão utilizados fornos e purificadores de água a energia solar”. Por sua vez, a EDP prestará também formação técnica aos refugiados, no que concerne à instalação e manutenção de sistemas de energia solar, “incluindo a instalação de sistemas solares para equipamentos de bombagem e rega, incentivando assim a produção agrígola em pequena escala”.

Actualmente na sua fase final, o projecto-piloto alcançou “todos os objectivos” definidos pelos responsáveis da EDP e prevê a instalação de cerca de 47 quilowattss em sistemas fotovoltaicos de energia solar e mais de 1.500 lâmpadas de baixo consumo em 11 edifícios. As estruturas metálicas foram construídas localmente, à semelhança das salas técnicas que albergam os equipamentos eléctricos.

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