Não construção do NAL implicaria perda de 289,9 milhões de passageiros

Por a 10 de Dezembro de 2010

A decisão de não construir o novo aeroporto de Lisboa (NAL) implicaria a perda de 289,9 milhões de passageiros entre 2018 e 2050, segundo a actualização da análise custo-benefício do projecto divulgada.

A Naer, empresa responsável pelo projecto do NAL, divulgou, em comunicado, algumas conclusões da actualização da análise custo-benefício, elaborada pela consultora PriceWaterHouseCoopers.

Segundo o comunicado, “no caso de não ser construído o NAL, mantendo-se o aeroporto da Portela, o tráfego perdido será de 289,9 milhões de passageiros, o que representa uma média anual de cerca de 8,8 milhões de passageiros entre 2018 e 2050”.

A captação deste tráfego para o NAL, que será construído na zona do Campo de Tiro de Alcochete, “representa um benefício cujo valor actual líquido atinge 4.621 milhões de euros”.

A Naer refere que, segundo as análises efectuadas, o NAL terá uma taxa de rentabilidade económica de 9,8 por cento, atingindo o Valor Atual Líquido Económico (VALE) 2.643 milhões de euros até 2050.

Já o rácio benefício/custo é de 2.3, “ou seja, o benefício é mais do dobro do custo do projecto” e o valor actual líquido estimado dos benefícios do projecto ascende a 5.275 milhões de euros até 2050″, segundo o documento.

Pela negativa, é destacado “o aumento do tempo e custos de viagem de acesso ao aeroporto”.

A Naer refere que a actualização da análise custo-benefício foi feita “numa perspectiva conservadora, já que não incluiu vários efeitos induzidos pelo projecto, como os originados no sector do Turismo na criação de novos empregos, e os relativos ao desenvolvimento, modernização e requalificação da região onde se insere o NAL”.

O Ministério do Ambiente deu “luz verde” ao plano director de referência do NAL, tendo emitido um parecer “favorável condicionado” à concretização de um conjunto de medidas de minimização, estudos e programas de monitorização.

A Naer refere que a prossecução dos trabalhos “fica agora pendente da oportunidade e formato das fases seguintes, atentas as condições de conjuntura económica do país”.

O Governo anunciou, em Maio, que tinha decidido “protelar” uma decisão sobre o modelo de privatização da ANA – Aeroportos e a construção do novo aeroporto, devido à “instabilidade financeira”.

No Orçamento do Estado para 2011, o Executivo refere que vai prosseguir com o “processo [do NAL], com vista à sua contratação, conceção, construção, financiamento e exploração”, sem indicar um calendário.

O NAL representa um investimento de cerca de 4,9 mil milhões de euros (incluindo a construção e o valor a investir no período da concessão).

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