Torres eólicas no mar têm crescimento recorde na Europa

Por a 20 de Janeiro de 2011

A Associação Europeia de Energia Eólica (EWEA) anunciou que a instalação de torres eólicas no mar sofreu um crescimento recorde na Europa durante o ano transacto.

Segundo os dados que a associação disponibilizou no seu site, foram instaladas 308 turbinas eólicas no mar durante 2010, o que representa um aumento de 51% face ao ano anterior e um crescimento recorde na Europa.

“No total, foram instalados 883 megawatts de nova capacidade, equivalentes a 2,6 mil milhões de euros, em 2010 em nove parques eólicos de cinco países, contituindo um total de 2,964 megawatts”, revela a EWEA, explicando que esta capacidade agora fornece energia eléctrica ao equivalente a 2,9 milhões de habitações.

Estes valores são comparáveis ao consumo energético das cidades de Berlim e Bruxelas juntas e provêm de um total de 1.136 turbinas eólicas no mar, colocando o Reino Unido numa posição de liderança a nível mundial, com uma capacidade instalada de 1.341 megawatts, seguido da Dinamarca, Países Baixos, Bélgica, Suécia, Alemanha, Irlanda, Finlândia e Noruega.

“Com um crescimento superior a 51%, 2010 marca um novo recorde para a energia eólica costeira. Entretanto, os novos modelos de turbinas para o mar, anunciados durante 2010, mostram um compromisso cada vez maior para com o sector da energia eólica costeira através dos grandes agentes da indústria global, que proporcionam um verdadeiro impulso à economia europeia, combatem as alteraçoes climáticas, criam empregos “verdes” e exportam, ao mesmo tempo que reduzem a nossa dependência no combustível importado”, declarou Christian Kjaer, director-geral da EWEA.

Um comentário

  1. Macedo de Barros

    21 de Janeiro de 2011 at 11:45

    O problema continua a ser o elevado investimento inicial; mais de 8 milhões de Euros, por cada turbina, que produz apenas para 10 mil habitações. Ou seja, para se abastecer um lar, investe-se inicialmente 800 Euros, que serão recuperados apenas ao fim de 2 anos, sem que se suportem os custos de manutenção e funcionamento. Agora compare-se com a energia hídrica…

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