O vice-presidente da maior associação de empresas de Construção de Espanha, a Seopan, teme os efeitos de um possível aumento de impostos sobre sociedades e os efeitos dos anunciados cortes no investimento público na competitividade das empresas.Citado pela imprensa espanhola, Julián Núñez espera que não se agravem as restrições ao investimento público, mesmo considerando a necessidade de medidas de austeridade sobre a economia do País.
O Governo anunciou esta quarta-feira um corte de 600 milhões de euros nos orçamentos dos vários ministérios, não sendo, para já, conhecida a fatia do corte que caberá ao ministério do Fomento.
Julián Núñez teme no entanto que haja motivos para alarme, considerando que o Plano de Estabilidade em vigor até 2015 já pressupõe um corte de 63% no investimento público até final de 2014.
Núñez considera que seria muito problemático se aos cortes já anunciados o Governo juntasse novas medidas de austeridade. Para o responsável da associação que reúne algumas das maiores empresas mundiais, como a ACS, a FCC, a Ferrovial, a Sacyr e a Acciona, o aumento dos pagamentos fraccionados dos impostos sobre as sociedades traria também “graves problemas de liquidez nas empresas, assim como sérias consequências para a sua competitividade”.
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