Lucro da ANA cai mais de 2,1% no primeiro semestre

Por a 2 de Setembro de 2012

O resultado líquido da ANA, entidade gestora de aeroportos, caiu 2,1% no primeiro semestre deste ano, face a igual período de 2011, para 28,7 milhões de euros, anunciou a Parpública, que gere as participações do Estado.

“O grupo ANA obteve no semestre um lucro de 28,7 milhões de euros, ligeiramente inferior ao do período homólogo que havia sido de 29,3 milhões de euros, resultado que se traduz numa remuneração dos capitais próprios de 7,5% e que permitiu manter a estrutura patrimonial do grupo”, adianta a Parpública, em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“Já os capitais próprios apresentam-se suficientes para financiar 30% do activo total, percentagem ligeiramente superior à verificada no final do exercício de 2011”.

Em termos operacionais, adianta, “verificou-se que o número de movimentos de aeronaves sofreu uma redução de 2,2% e a carga movimentada também se reduziu em cerca de 6%, ao contrário do verificado com o número de passageiros, que aumentou, embora modestamente (+0,4%)”.

Este aumento deveu-se essencialmente ao crescimento registado no aeroporto de Lisboa, utilizado por mais de sete milhões de passageiros, representando um crescimento de 3,1%.

A Parpública adianta que o volume de negócios e EBITDA mantiveram-se em valores “muito próximos” do período homólogo de 2011, “sendo a ligeira redução do resultado consequência do aumento de alguns custos, designadamente relacionados com imparidades de dívidas a receber, amortizações e fornecimentos e serviços externos, estes decorrentes do aumento da capacidade”.

A evolução dos gastos com pessoal revela a adopção de medidas de contenção apresentando uma redução superior a quatro milhões de euros, ou seja, cerca de 7,4% quando comparados com os verificados no primeiro semestre do ano passado.

Os investimentos efetuados no primeiro semestre, quase exclusivamente da responsabilidade da ANA SA, atingiram os 22 milhões de euros, “montante que representa uma quebra de 45%” em relação a 2011.

Deste valor, mais de 70% corresponde a obras realizadas nos aeroportos de Lisboa e de Faro.

A empresa registou uma estabilização do endividamento para 690 milhões de euros, menos 1,3% que no final de Dezembro passado. Na última sexta-feira na sessão de apresentação dos resultados semestrais, o presidente executivo da Mota-Engil, Jorge Coelho, fechou as portas ao interesse da companhia no processo de privatização da gestora dos aeroportos.

 

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