Especialistas de climatização e saúde alertam para a carência de um quadro legal aplicável em casos de Legionella

Por a 26 de Maio de 2015

Isabel Sarmento alertou para a carência de um “quadro legal aplicável” em casos de Legionella, tanto a nível nacional como a nível europeu.

Na conferência organizada pela Ordem dos Engenheiros (OE), com vista a analisar o surto de Legionella que, o ano passado, afectou 375 pessoas e causou 12 mortes em Vila Franca de Xira, a coordenadora adjunta da especialização em engenharia de climatização da OE referiu que “tínhamos uma legislação com carácter preventivo e temos agora uma legislaçção com carácter punitivo”.

“Demos um passo na direcção errada”, afirmou Isabel Sarmento, explicando que os danos do surto de Novembro passado poderiam ter sido evitados ou, pelo menos, “minimizados”. No debate, Cátia Sousa Pinto, da Direcção Geral de Saúde (DGS), apresentou dados que revelam que se registam anualmente 100 casos de Legionella em Portugal.

A conferência contou também com a participação de especialistas em engenharia de climatização e de representantes de entidades como a Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA), do Instituto Nacional de Saúde Dr Ricardo Jorge (INSA), da EPAL, da Doya Ambiental, da ASHRAE, da Federação Europeia de Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (REHVA) e da Agência Portuguesa do Ambiente, para além da OE e da DGS.

O evento ficou ainda marcado pela apresentação do livro “Legionelose. Prevenção em Redes Prediais e Sistemas AVAC – Guia Prático do Projecto, Operação e Manutenção para Minimização do Risco”.

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