Somague e Lúcios constroem nova ala pediátrica do Hospital de S. João

Por a 2 de Novembro de 2015

A Somague e a Lúcios vão ser responsáveis pelos trabalhos de construção da nova ala pediátrica do Hospital de S. João, no Porto, depois de assinado o contrato de empreitada esta segunda-feira que contempla uma intervenção em 10 mil metros quadrados, divididos em cinco pisos. “Estamos a falar de um sonho que já tem alguns anos e que arranca graças à intervenção da Associação de utilidade pública ‘Um Lugar pró Joãozinho'”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do S. João, António Ferreira.
Segundo o responsável, o atraso no arranque da obra prendeu-se com o facto de o Conselho de Administração ter necessidade de garantir que, em caso de falta de financiamento para continuar a obra, o que estiver já construído reverterá “imediatamente para o Hospital, para o Estado”.
A empreitada, com um prazo de construção de dois anos, está orçada em cerca de 25 milhões de euros e será financiada por fundos privados, angariados através da “Um Lugar Pró Joãozinho”, que tem para já “cerca de um milhão de euros disponíveis, o que garante os três/quatro primeiros meses da obra”, disse o presidente da Associação, Pedro Arroja.
O projecto deste novo espaço destinado ao internamento pediátrico do Centro Hospitalar, que funciona há anos em contentores, prevê a construção de três novos pisos sobre dois já existentes numa zona integrada do edifício principal do hospital, perto da urgência pediátrica.
Numa primeira fase será construída uma estrutura metálica sobre aquele edificado existente, que “funcionará como esqueleto da nova ala pediátrica”, explicou Carlos Moreira, engenheiro técnico da empreitada.
Carlos Moreira referiu ainda que o projecto prevê uma ligação física ao hospital, sendo a fachada da nova ala “em vidro, que marcará a diferença de idade” entre o corpo do S. João e a nova pediatria.O Centro Hospitalar “tem um investimento que tem rondado cerca de 20 milhões de euros/ano e é sempre possível definir investimentos prioritários”, destacou António Ferreira, acrescentando que, “neste momento, está a ser tratado um concurso para submissão ao Tribunal de Contas para iniciar-se a renovação dos pisos 8 e 9 da ala central do hospital, com financiamento público (cerca de nove milhões de euros), e em qualquer momento, no âmbito desta capacidade de investimento que o hospital vai tendo, pode-se iniciar outro processo”.

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