2016: o ano da retoma do mercado de trabalho

Por a 1 de Março de 2016

Site MVMafalda de Lima Vasquez

Diretora Msearch

O último trimestre de 2015 permitiu sustentar a ideia de que se torna necessário nas

empresas passar uma imagem de maior otimismo e arrancar com projetos há muito

pensados, mas em standby pelo extenso período de crise que vivemos.
A nível nacional, o setor de engenharia, pela sua enorme diversidade é controverso,

apresentando áreas com forte crescimento, e outras com estagnação e mesmo

decréscimo de projetos e consequentemente procura de profissionais.
Mantendo uma tendência positiva já patente nos últimos anos, o setor da indústria é

aquele em que se verifica crescimento e dinamismo, assente no peso nas exportações

que implica o reforço estratégico das funções de produção, qualidade e manutenção

como resultado do aumento de capacidade produtiva instalada, aumento de linhas de

produção e investimento técnico nas unidades fabris.
A área das compras pela sua intervenção direta nas poupanças de custos das empresas

continua a assumir uma enorme importância em todo o processo produtivo.

Também neste setor, 2016 será caracterizado pelo investimento em várias novas

unidades fabris por parte de grupos nacionais e internacionais em Portugal tanto a sul

como a norte em setores como o aeronáutico, automóvel, plásticos e moldes,

alimentar e tecnológico.
Pela sua especificidade geográfica, estes investimentos serão cruciais na captação de

postos de trabalho tanto ao nível indiferenciado como altamente qualificado que terá

como consequência o crescimento económico da sua zona de implantação,

determinantes em zonas como o Alentejo ou a zona Centro Norte onde parte destes

investimentos se irão verificar.
Alinhadas com este crescimento da indústria, a logística aparece como uma área de

destaque ao nível do reforço das posições de gestão dos armazéns, gestão de stocks e

funções de supply chain.
Com o aumento das exportações sentimos ainda uma constante na solicitação de

perfis de gestores de operações com experiência em transporte e tráfego marítimo e

terrestre.
O caso da construção merece a sua atenção dado que a par da estagnação que se

manterá em 2016 em Portugal, assistimos a uma queda acentuada dos projetos

também em Angola e Moçambique que nos últimos anos absorveram parte dos

profissionais neste setor.
Geografias como a América Latina, o Gana, Ruanda e Médio Oriente ganham assim

relevo em 2016 na procura destes profissionais.
Em Portugal destacamos a solicitação de engenheiros projetistas e arquitetos para

gabinetes de projetos com concursos nas geografias acima mencionadas.
Com o mesmo dinamismo há que destacar o setor imobiliário que manterá a sua

tendência de crescimento em 2016 com o aumento de investimentos imobiliários no

setor do turismo em Portugal
Segundo o Diário Imobiliário, 2015 foi marcado pelo maior número de negócios no

setor imobiliário com um volume de investimento de 1,2 mil milhões de euros que

protagonizaram as maiores operações dos últimos 10 anos em Portugal.
Dando um vislumbre de um novo ciclo, o setor da Agricultura aparece novamente na

análise das tendências de mercado, face ao franco crescimento a que assistimos neste

setor, com a intenção de cada vez mais empresas de bens de grande consumo e/ou

distribuição manterem um ciclo fechado de venda que vai desde a produção à

distribuição.
Aqui cresce a procura de profissionais que aliem um elevado conhecimento técnico e

operacional, a competências claras de gestão que permitam a obtenção de produções

intensivas de maior volume e qualidade e com as mínimas perdas possíveis por fatores

aparentemente controláveis.
Ainda que todas as projeções apontem para uma queda da taxa de desemprego em

Portugal a OCDE perspetiva ainda assim que em 2016 a taxa de desemprego se

manterá nos dois dígitos e que cerca de 12,3% estará à procura de trabalho.
Este cenário torna cada vez mais difícil para as empresas e para os profissionais

planearem as suas intenções pessoais perante as permanentes mudanças e

imprevisibilidade deste mercado em que vivemos atualmente.
Ganham assim cada vez mais as competências pessoais – soft skills – na necessidade

cada vez maior de trabalhar a mudança e adaptação rápida, a resiliência, a resistência

ao stress e a auto motivação, neste jogo de esforços comum por parte dos

intervenientes do mercado – empresas e candidatos em contrapor todas as tendências

quantitativas a uma capacidade de visualização de um futuro auspicioso ao mercado

de engenharia.
“A esperança é cheia de confiança. É algo maravilhoso e belo. É o motor da vida. É uma

luz na direção do futuro.” (Conrad de Meester)”

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