Opinião: Micro Data Centers: a escolha certa para o Edge Computing

Por a 21 de Junho de 2016

Fatima AbelhaFátima Abelha, Enterprise Manager da Schneider Electric

Com a explosão das aplicações de dados e dispositivos conectados, questões como largura de banda, latência e velocidade de processamento são preocupações cada vez maiores. Torna-se difícil manter o ritmo acelerado dos negócios se os seus dados não acompanham este ritmo.

Esta preocupação é ainda maior à medida que existem cada vez mais dispositivos ligados – desde máquinas com máquinas (M2M), Internet of Things, realidade aumentada a automóveis inteligentes.

A adesão aos dispositivos wearable tem sido crescente e já no ano passado a IDC estimava um aumento de vendas destes gadgets na ordem dos 45.7 milhões de unidades a nível global, alavancados em produtos como os Apple Watch, os Samsung Gear ou os Motorola Moto 360.

Este volume crescente de dados exige um processamento e análise em tempo real, obrigando a uma transformação efetiva também no mercado dos Centros de Dados e nas tecnologias necessárias para dar o respetivo suporte.

Para lidar com problemas de latência, os responsáveis das empresas procuram novas formas de fazer crescer a sua infraestrutura digital local da forma mais económica possível.

É também por isso que assistimos ao aparecimento de plataformas de edge computing, que irão ajudar a distribuir cargas de computação junto de dispositivos como smartphones, tablets ou sensores, resultando numa redução da latência. A arquitetura do futuro deverá ter várias variações; poderá ser uma porta de entrada ou um dispositivo embutido como também poderá ser um micro data center.

Em indústrias onde existe a necessidade de partilhar e analisar um grande volume de dados – como o retalho, produção e telecomunicações – um Micro Data Center faz todo o sentido. Torna-se essencial um Centro de Dados “plug and play”, fazendo deste a resposta ideal para sistemas de TI convergidos e clouds privadas.

Se necessitar de reduzir a latência, incrementar rapidamente a capacidade instalada, garantir uma gestão contínua segura ou aumentar fiabilidade através de testes de standardização e fabrico, deverá considerar um Micro Data Center. Como benefício adicional, poderá minimizar os custos operacionais e de instalação das TI, incluindo uma redução de custos de energia na ordem dos 50%.

Como referido por David Cappuccio da Gartner, “centro de dados localizados ou micro são já uma realidade, mas ao implementar processos e soluções de gestão remota, escaláveis e independentes, os CIOs terão a possibilidade de reduzir custos, aumentar agilidade e introduzir novos níveis de conformidade e continuidade de serviço”.

Então como é que isto funciona? Um Micro Data Center constitui um ambiente computacional independente, que inclui todas as ferramentas de gestão, segurança, arrefecimento e energia necessárias. Para além disso inclui também todas as capacidades de armazenamento, processamento e rede necessárias para correr aplicações dos clientes.

Cappuccio referia também que a criação de Micro Data Centres é algo que as empresas fizeram durante anos, mas de uma maneira muito ad hoc. Ao estabelecer parcerias com fornecedores e criando uma arquitetura consistente e uniformizada, as empresas podem ter de volta o controlo destes dispositivos críticos e aumentar a capacidade de rapidamente introduzir serviços personalizados, ao mesmo tempo que reduzem riscos e custos operacionais melhorando o nível de serviço.

O mundo empresarial continua a mudar. E continua a mudar muito depressa. Cabe-nos a nós munir o mercado com as soluções certas para dar resposta a todas estas mudanças e ajudar os clientes, independentemente da sua dimensão, a gerir este volume de dados sem comprometer a segurança, velocidade da latência e disponibilidade.

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