Iberdrola investe 1.560 M€ na construção de três barragens no Tâmega

Por a 10 de Fevereiro de 2017

 

DCIM100MEDIADJI_0023.JPGA Iberdrola apresentou o Projecto Hidroeléctrico do Tâmega no passado dia 9 de Fevereiro, em Ribeira de Pena, distrito de Vila Real, um complexo que envolve um investimento de 1,56 mil milhões de euros e a construção de três centrais hidroeléctricas – Gouvães, Daivões e Alto Tâmega – que se prevê concluída até 2023.

De acordo com a empresa espanhola, esta é “uma das maiores iniciativas na história de Portugal, no sector de energia” e a geração de energia associada a estas três barragens terá, no total, uma capacidade instalada de 1.158 MW, com capacidade de produção de mais de 1.760 GWh anuais.

De acordo com o responsável de fiscalização do aproveitamento de Daivões, Vítor Afonso, esta capacidade de produção “equivale ao consumo das populações da zona, acrescido das cidades de Braga e de Guimarães”.

O objectivo do grupo é o crescimento da área do Tâmega em torno deste projecto durante os próximos anos. “Para tal, estima-se que a execução desta infra-estrutura energética propicie a criação de 13.500 empregos durante o período de construção” – 3.500 directos e 10 mil indirectos.

Os responsáveis da Iberdrola anunciaram igualmente a criação de uma equipa de operação e manutenção para cada uma das unidades, a constituir com funcionários locais. A acompanhar esta medida, o grupo desenvolverá um plano de acção socioeconómico, para o qual destinará 50 milhões de euros para actividades sociais, culturais e ambientais.

“Portugal é um dos nossos  vectores de crescimento”, afirmou, no evento de apresentação, o director-geral do negócio internacional da Iberdrola, sublinhando que este projecto proporcionará “mais de 6% da potência instalada em Portugal”.

Segundo Aitor Oso, o Sistema Electroprodutor do Tâmega representa “mais de 50% dos objectivos do Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Eléctrico”, constituindo-se como “fundamental” no impulso às energias renováveis” em Portugal.
“Todos reconhecemos a importância de um investimento desta dimensão para a região”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Ribeira de Pena, referindo-se ao “forte empenho e determinação” das autarquias envolvidas no processo para agilizar o processo da realização do investimento e à assinatura no plano de acção da empresa, que visa “suprimir ou, pelo menos, minimizar as perdas que a construção destes empreendimentos inevitavelmente traz para as populações e territórios afectados”.

Nas palavras de Rui Vaz Alves, é, hoje, “notório o acréscimo do movimento de trabalhadores e o impacto positivo no alojamento, na restauração, nos serviços e comércio locais”. “Contudo, é preciso continuar a desenvolver uma estratégia sustentada para que estas obras representem uma verdadeira mais-valia para este território (…), que salvaguardem (…) o ambiente e promovam o desenvolvimento sustentado”, acrescentou, frisando a necessidade “imperiosa” de recorrer a mão-de-obra e serviços locais e de continuar “o diálogo permanente com a população” do território para que “a construção deste sistema represente um real benefício para a economia local e regional”.

 

 

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