“Espera-se que a Reabilitação possa transformar-se finalmente num factor estratégico para iniciar um novo ciclo da economia”

Por a 3 de Maio de 2017

ANFAJE_Presidente Direção_Arq João Ferreira GomesQue balanço fazem das duas edições anteriores dos Encontros da ANFAJE?
Os dois Encontros anteriores foram um enorme sucesso. Conseguimos ter um espaço de apresentação e debate sobre os principais desafios e oportunidades que o sector das janelas e das fachadas tem no presente. Com a presença dos mais importantes parceiros da ANFAJE no desenvolvimento de projectos em várias áreas de interesse para a actividade das nossas empresas, o balanço que fazemos destes eventos é extremamente positivo e indispensável para a promoção e reforço do papel imprescindível do nosso sector na fileira da construção e do imobiliário.

Que necessidades identificaram para chegar ao tema deste ano, nomeadamente “Mais Reabilitação. Mais Janelas Eficientes. Mais Conforto”?
Este ano estamos num quadro de crescente actividade na reabilitação de edifícios, sobretudo nas duas principais cidades portuguesas (Lisboa e Porto). Espera-se que a Reabilitação Urbana possa transformar-se finalmente num factor estratégico para iniciar um novo ciclo de crescimento da economia portuguesa. Dentro desta crescente actividade de reabilitação, é necessário dar a conhecer as vantagens da substituição de janelas antigas por novas janelas eficientes. Por esse motivo, a ANFAJE pretende promover um maior conhecimento, sobre o contributo da instalação de janela eficientes para a melhoria do conforto térmico e acústico, bem como para a melhoria da eficiência energética dos edifícios portugueses.

Que análise do actual estado em que se encontra o mercado e, de um modo global, o País no que respeita às janelas eficientes?

Actualmente, assiste-se a uma lenta recuperação da actividade das empresas portuguesas do nosso sector. O crescente investimento na reabilitação de edifícios e o aumento da confiança dos proprietários na melhoria das suas casas, tem ajudado à retoma do mercado de instalação de novas janelas eficientes. Esperamos que esta dinâmica de crescimento se mantenha e possa assentar numa base sustentável, sendo para isso necessário que a reabilitação se estenda a todo o país, através da execução de novos programas e medidas de apoio, tais como o já anunciado Programa Casa Eficiente, no âmbito de financiamento através do Banco Europeu de Investimento e enquadrado pelo Plano Juncker. Cremos aliás que a reabilitação das nossas vilas e cidades, deve assentar na execução de um dos principais eixos de desenvolvimento, previstos pelo actual Governo português no Programa Nacional de Reformas.

Que desafios se colocam às empresas que actuam neste segmento?

Os principais desafios que se colocam às empresas portuguesas estão relacionados com: a necessidade de maior qualificação dos seus trabalhadores, a necessidade de adaptação das empresas e suas estruturas a um mercado com clientes mais bem informados e mais exigentes. Por outro lado, se as microempresas devem assentar a sua actividade em obras de âmbito local, existem médias e grandes empresas que devem continuar a ter uma importante fatia da sua facturação no mercado de exportação.

No anúncio deste encontro, a ANFAJE revela que os propósitos passam pela sensibilização para “políticas dinâmicas” e “programas que reforcem a reabilitação de edifícios”. Estas medidas propostas dizem respeito a programas públicos ou medidas que toquem no cliente particular?
Para a ANFAJE é necessário que o Governo possa executar programas públicos de promoção e apoio à reabilitação do nosso património. Para isso, existe a possibilidade de executar os programas e medidas já anunciados de apoio, mas que se tenham um carácter que se estenda a toda a população portuguesa. A ANFAJE espera que seja lançado o Programa Casa Eficiente, e que através dele se possa criar uma dinâmica de crescimento da actividade de reabilitação dos edifícios portugueses, sobretudo os residenciais. A necessidade de aumento do conforto térmico e acústico é necessário em cerca de 3 milhões de fogos, os quais ainda têm problemas ao nível do isolamento térmico da sua envolvente (paredes e janelas). Esta enorme quantidade de fogos está dotada de janelas com caixilhos ineficientes e com vidro simples.

Em que medida é que os programas já anunciados pelo Governo e dedicados à reabilitação ou, em último recurso, os investimentos contemplados no Portugal 2020 podem beneficiar este segmento das janelas eficientes?
Os programas já anunciados e o que programa Casa Eficiente previsto, é extremamente positivo para o nosso sector. Os produtos comercializados e instalados pelas nossas empresas, são imprescindíveis para a melhoria do conforto dos edifícios pelo que a substituição de janelas antigas por novas janelas eficientes, é uma das principais necessidades sentidas pelos portugueses.

Que balanço faz do seu mandado à frente da ANFAJE e quais as prioridades da associação para os próximos anos?
Neste momento, a Direcção da ANFAJE cumpre o seu terceiro mandato. Um mandato apostado no desenvolvimento de projectos que possam servir todo o sector e que continuem o caminho de fortalecimento da actividade da associação. Nos próximos anos, a ANFAJE seguirá a trabalhar para que novos projectos possam ser criados e executados em várias áreas: na criação e adaptação de novas normas e exigências para Portugal que tenham em conta a inovação constante dos nossos produtos; no reforço e continuidade das acções de formação e qualificação de trabalhadores e na promoção e defesa do nosso sector nos mais diversos fóruns nacionais e internacionais.

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