Worx: startups são “um target emergente” no mercado de escritórios

Por a 18 de Maio de 2017

LisboaSegundo os responsáveis da Worx, as startups constituem “um target emergente” no mercado de escritórios de Lisboa.

“Por força da aposta notável que tem sido feita na projecção de Lisboa não só como um dos melhores destinos turísticos europeus, como também como cidade catalisadora de empresas e startups de carácter tecnológico, estamos a assistir à emergência de novas necessidades do lado da procura imobiliária”, destaca o comunicado de imprensa da consultora imobiliária.

Neste sentido, a empresa considera o mercado de escritórios “um excelente termómetro de medição dos fluxos de movimentos e entrada de novas empresas no mercado”, revelando a percepção de que o estado actual de grande percentagem do stock de escritórios no mercado de Lisboa “está desadequado às exigências e necessidades de grande parte das empresas, especialmente quando o assunto são startups”.

A consultora cita um estudo da Startup Genome, segundo o qual, a capital portugues atem entre 200 e 300 startups, com um valor de 1,2 mil milhões de euros. “Focando a nossa atenção neste universo cada vez mais significativo, estas [startups] encontram, na maioria dos casos, as suas soluções de ocupação em espaços de coworking ou hubs criativos construídos para o efeito de acolher pólos dedicados à inovação”, explica a nota, referindo que, no mercado de Lisboa, existem, actualmente, 18 incubadoras e aceleradoras e mais de 40 espaços de coworking.

Para os responsáveis da Worx, as startups ou empresa de índole tecnológica “vieram mudar o paradigma ao nível da oferta e da procura”. Assim, “vamos esquecer as salas fechadas, os espaços sem comunicação, os gabientes, os postos de trabalho fixos e vamos dar lugar aos espaços amplos, salas de brainstorming e convício e hot-desks e todas as condições que sejam susceptíveis de incentivar a produtividade, a motivação e a comunicação entre equipas”.

A consultora considera que, do lado da oferta, “existe ainda um longo caminho a percorrer”, uma vez que a oferta actual de escritórios, “para além de apresentar um nível de pipeline (…) muito aquém do nível da procura e assente numa promoção com contratos de pré-arrendamento, está pouco direccionada para este nicho de mercado”, um nicho que “não poderá ser subestimedo pelos diferentes players do mercado – promotores, investidores e consultores imobiliários”.

Para a Worx, uma startup poderá começar por ocupar uma secretária num qualquer espaço de coworking mas, “amanhã poderá ser o novo Airbnb, Facebook ou Google”, ou “os futuros inquilinos de grandes espaços de escritórios”.

Assim, a consultora considera que, se a oferta actual é escassa e incapaz de satisfazer os requisitos da procura, “o futuro poderá não se diferente, se não existir um redesenho de estratégias”.

“Se queremos posicionar Lisboa no mapa das cidades mais inovadoras da Europa, na linha da frente de atracção de investimento internacional, há que apostar igualmente na qualidade dos espaços de escritórios e abrir o espectro de oferta às novas realidades empresariais que ditam agora as novas regras de ocupação”.

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