Construção metálica nacional já vale 3.500M€ por ano

Por a 22 de Junho de 2017

Construcao-metalicaA Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista (CMM) anunciou que a indústria da construção metálica em Portugal representa hoje um volume de negócios superior a 3.500 milhões de euros por ano.

Assinalando o seu 20.º aniversário, a associação fez uma retrospectiva deste mercado, destacando a “forma muito positiva” que tem caracterizado o seu desenvolvimento, e revelou que o sector tem registado um crescimento médio anual 10% desde 2010, “devido ao potencial exportador que este tipo de solução assume”, um factor “preponderante para a dinamização deste cluster”. Segundo os dados da CMM, a construção metálica representa actualmente 2% do volume total das exportações nacionais.

“A construção metálica tem vindo a contribuir significativamente para a redução do défice comercial português, graças ao peso das exportações”, afirma o presidente da CMM, sublinhando que “o mercado internacional reconhece a qualidade da indústria portuguesa, que tem crescido nos mercados exigentes e competitivos da Europa, para o qual exportámos cerca de 1,3 mil milhões de euros em 2015”.

“No que respeita aos mercados emergentes fora da União Europeia, que tem vindo a afirmar-se gradualmente, o sector tem exportado cerca de 250 milhões de euros, essencialmente para África e América Latina, valores de 2015”, reforça Luís Simões da Silva.

Para o professor universitário, o mercado internacional está bem ciente de que as empresas portuguesas têm capacidade para colocar “qualquer estrutura metálica, em qualquer parte do mundo”. “Instalação de bases fabris em Marrocos, construção de pavilhões e armazéns na Guiné-Bissau, fornecimento de estruturas metálicas para plataformas de exploração petrolífera em Angola são apenas alguns projectos com a assinatura nacional”, remata Simões da Silva.

Segundo a associação, o sector da construção metálica concentra a maioria das suas empresas no norte e centro do país, representando actualmente mais de 26 mil postos de trabalho. No campo da inovação, a CMM tem procurado “manter uma estreita relação com as universidades e centros de investigação”, com vista ao desenvolvimento de soluções cada vez mais inovadoras. Neste contexto, a associação destaca a robótica.

Para Luís Simões da Silva, deve manter-se a aposta “na exigência, na inovação e na qualidade da produção e na crescente qualificação e especialização dos profissionais do sector”, uma situação que, na sua opinião, “nem sempre acontece”. “Sabemos que algumas das empresas nossas associadas têm tido alguma dificuldade na contratação de determinadas categorias profissionais” e, neste sentido, a aposta na especialização e o investimento nas pessoas serão, segundo o presidente da CMM, “fundamentais para manter o ritmo crescente do sector da construção metálica”.

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