Investimento no 1º semestre cai 36%

Por a 12 de Julho de 2017

worx
A Worx divulgou os dados relativos ao investimento no 1º semestre, concluindo que se registou um total de  751 milhões de euros, uma queda na ordem dos 36% face ao mesmo período de 2016.

Neste cenário, a consultora destaca o sector de Retalho, por ter sido o que mais contribuiu para os resultados alcançados na primeira metade do ano, atingindo os 400 milhões de euros. Um  comportamento que foi “fortemente motivado, pela compra do Fórum Coimbra e Fórum Viseu no valor dos 220 milhões de euros”, sublinha.

De acordo com os dados apurados pela Worx, no segmento de Escritórios, as transacções de maior peso somaram 244 milhões de euros e dizem respeito às operações de venda de dois portfolios, à compra do edifício Entreposto no valor de 65, 5 milhões de euros, à compra do Edifício Central Office no valor de 29 milhões de euros pela Merlin Properties e à compra do antigo edifício sede BNU por parte do Fundo da Segurança Social à CGD por 50 milhões de euros.

No que respeita às yields, a consultora explica que, “continuamos a assistir a uma compressão, situando-se a prime yield do Mercado de Escritórios nos 5,00%, Centros Comerciais 5,00%, Comércio de Rua nos 4,75%, e Indústria nos 7,00%. À excepção do sector de indústria, todos os segmentos registaram descidas de 0.25 p.p no seu valor de prime yield”.

A consultora refere ainda o setor de hotelaria, que  foi o que observou uma queda mais acentuada, a rondar os 87%, seguido do segmento Logística & industria com 56% e do segmento de escritórios com um decréscimo de 36% no seu nível de actividade. Ao longo deste semestre foi apenas transaccionado 1 hotel, o Lux Park Hotel,  no valor de 16 milhões e a plataforma logística EIPA II, num valor a rondar os 37 milhões de euros.

Pese embora a queda verificada face a 2016, o departamento de Research & Consulting da Worx prevê que se continue a assistir a elevados volumes de liquidez e interesse no mercado português. “Os valores registados no 1º semestre não deverão ser desanimadores, nem indicadores de um arrefecimento na vontade dos investidores, sendo que é expectável que o mercado consiga atingir valores semelhantes aos registados no final de 2016”.

O departamento de Capital Markets da consultora conclui referindo que “o segmento de Development tem suscitado o interesse por parte de vários investidores, especialmente direccionado para a promoção de novos espaços de escritórios e projectos residenciais, que se apresentam como mercados de elevada procura.”

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