Américo Amorim (1934-2017)

Por a 13 de Julho de 2017

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Um império em torno da cortiça e das suas potencialidades que hoje fica órfão do seu principal impulsionador. Américo Amorim, “o rei da cortiça”, morreu hoje, aos 82 anos, na sequência de complicações de saúde que o afectavam há algum tempo.
Américo Amorim era o homem mais rico de Portugal e a sua fortuna aumentou para 4,4 mil milhões de dólares (4,09 mil milhões de euros) em 2017, segundo a lista das pessoas mais ricas do mundo divulgada pela revista “Forbes”.
Américo Amorim, 82 anos, ocupava no ano passado a oposição 369 da lista e este ano surgia na posição 385, uma descida de 16 lugares, apesar de a sua fortuna ter aumentado de 4,1 mil milhões de dólares.
Entre os marcos históricos de uma vida ligada à cortiça, destaque para a área imobiliária. Em 2006, chega a acordo com os espanhóis da Chamartín para a venda da totalidade do capital da Amorim Imobiliária, um negócio avaliado em 500 milhões de euros. Até então, a Amorim Imobiliária tinha sido responsável pelo impulsionamento da marca Dolce Vita, responsável entre outras unidades pela construção do Dolce Vita Tejo, o maior da Península Ibérica.
Entre as actividades do grupo, destaque ainda para a área dos isolamentos e revestimentos. A Unidade de Negócios (UN) Isolamentos dedica-se à produção de aglomerados de isolamento acústico e térmico, totalmente naturais e com alto desempenho técnico. Detém uma sólida posição no mercado europeu, resultante de um rigoroso empenho no cumprimento dos padrões de qualidade e exigência requeridos, sobretudo, pelo sector da construção sustentável.
A Unidade de Negócios (UN) Revestimentos é líder mundial na produção e distribuição de revestimentos com cortiça. Presente em mais de 50 países, é internacionalmente reconhecida pela qualidade e inovação dos seus produtos. Ao combinar métodos tradicionais de produção com a mais recente tecnologia, a Amorim Revestimentos desenvolve produtos distintos, elegantes, resistentes e confortáveis, utilizando um material cujas características a ciência não consegue superar – e com benefícios ambientais comprovados – a cortiça.

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