Bolsa Técnica Solidária com “ampla adesão logo nas primeiras horas”

Por a 17 de Julho de 2017

Eng. Carlos Mineiro AiresCarlos Mineiro Aires revelou ao CONSTRUIR que a Bolsa Técnica Solidária, criada pela Ordem dos Engenheiros (OE) para prestar apoio às zonas afectadas pelos incêndios de Pedrógão Grande, teve, “logo nas primeiras horas, uma ampla adesão, ultrapassando as duas centenas” de profissionais de engenharia.

De acordo com o bastonário da Ordem dos Engenheiros, actualmente, esta iniciativa conta com a participação de 400 membros. “Foi o posicionamento que a Ordem teve para mostrar a disponibilidade dos seus membros no apoio às populações e autarquias das zonas que foram afectadas pelos incêndios”, explicou.

O cenário de destruição causado pelo fogo motivou também Mineiro Aires a contactar o Governo a fim de enquadrar o assunto e, segundo Mineiro Aires, “há já um pedido efectivo para a actuação dos engenheiros neste contexto”. Para o bastonário, este é “um bom exemplo daquilo que os engenheiros têm de melhor para dar”. “Aliás”, reforçou, “é a essência da engenharia: contribuir para o bem comum, para melhorar a qualidade de vida das pessoas e, neste caso, obviamente, um gesto muito solidário perante os cidadãos deste país, afectados desta forma”.

A Bolsa Técnica Solidária abrange “todos os colégios e todas as especialidades” da OE. “Eu próprio me inscrevi para coordenar obras e fazer projectos de arquitectura”, revelou o bastonário, segundo o qual, os engenheiros poderão ser mais críticos no campo dos “pedidos de apoio para revisão de projectos de intervenção”.

Neste contexto, Mineiro Aires explica que estão já identificados vários fogos destruídos. “Nuns casos, trata-se de fazer a reabilitação, noutros é preciso construção nova e nesses terá de haver projectos”, esclarece, frisando que, apesar do arranque das obras não aguardar por burocracias, “a formalização de processos terá de ter o devido procedimento e, aí, também os engenheiros podem ajudar, a par com a Ordem dos Arquitectos, que está envolvida numa iniciativa semelhante à nossa”.

3 comentários

  1. António Mota

    18 de Julho de 2017 at 22:13

    Bastonário da Ordem dos Engenheiros propõe-se fazer PROJECTOS DE ARQUITECTURA?
    Afinal já não são só e apenas os tais 200 Engenheiros!
    Se depende dele, o voluntariado a que se propõe para a reconstrução pós incêndio de Pedrógão Grande, aí sim, ele é o incendiário-mor.
    Maldito sejas, Carlos Mineiro Aires.

  2. Frederico Saraiva de Almeida

    18 de Julho de 2017 at 23:16

    “Eu próprio me inscrevi para coordenar obras e fazer projectos de arquitectura”, revelou o bastonário, segundo o qual, os engenheiros poderão ser mais críticos no campo dos “pedidos de apoio para revisão de projectos de intervenção”.
    Sr. Eng. trate da Engenharia que os Arquitectos tratam da Arquitectura.
    De resto é uma boa e louvável iniciativa.

  3. Sousa Alves

    28 de Setembro de 2017 at 12:15

    Os comentários que me antecedem são tão deselegantes que pensei até seriamente em não lhes dar resposta….
    Mas cabe a todo e qualquer Engenheiro defender o seu Bastonário em qualquer situação, sobretudo em apuros. A mesma Personalidade o fará concerteza com mais elevação e sentido de responsabilidade, deixando certos “Artistas” da arte de bem construir prostrados sobre as suas próprias cinzas de crítica despropositada e sem nexo…
    Quem disse que o Eng.º Mineiro Aires não faz parte dos tais “200 Engenheiros Civis Projectistas”, sabendo-se que é Engenheiro Civil do IST e abrangido pelas tais DIRECTIVAS EUROPEIAS que APENAS em Portugal(no conjunto dos países da UE) os Engenheiros Civis Projectistas de 4 Escolas (FEUP, IST, UM e UNL)ESTAVAM IMPEDIDOS de subscrever “projectos base de construção” e que indevidamente se chama “projecto de arquitectura”.
    Felizmente, Os Senhores Deputados aperceberam-se da DESCRIMINAÇÂO em que colocaram esses tais “200 ou mais Engenheiros Civis Projectistas” em apuros e face a lobbys da Arquitectura bem situados na AR, designadamente a Arquitecta Helena Roseta, que, como Bastonária de uma Ordem criada em 1998, não teve alternativa senão ser “politicamente correcta” e levar os seus PARES ENGENHEIROS a “anuír sem estrondo” ao putativo slogan: “arquitectura para arquitectos”…
    Se o BOM SENSO não existisse na AR, ainda hoje estaríamos a caminho da IRRESPONSABILIDADE CONSTRUTIVA e prosseguindo o caminho encetado até 19 de julho com a sua INVERSÃO “DE FACTO” e “DE JURE”, se atendermos às dúvidas sempre suscitadas.
    Temos já essa autorização para os tais “200 Engenheiros Civis” e cujas dúvidas se dissiparam a 19 de julho de 2017 e que apenas passará pela aprovação na especialidade do PL 495/XIII, o qual DEVE SER RÁPIDAMENTE aprovado, sob pena de graves e nefastos problemas na indústria da construção e com o ESTADO/AUTARQUIAS no lugar de RÉU…
    Se a dicotomia Engenheiro-Arquitecto já QUASE não existia, bastando ler algumas das publicações de “não arquitectos” famosos, que sempre foram coadjuvados (até “DE FACTO” co-autores) na essência de projectos que contaram com o DISTINTIVO traço de Siza Vieira, Souto Moura em projectos como o “Pavilhão Portugal Expo-98” ou até do “Estádio do SC de Braga”, entre outros, a verdade é que a enorme mole de Arquitectos pós Bolonha julgam ter encontrado de um dia para o outro um MANÁ EXCLUSIVO e porque a construção outra vez em alta…
    Como será possível tratar separadamente a Arquitectura da Engenharia, quando já esses 200 Engenheiros ou mais tratavam, por força da lei, das duas coisas e agora, POR DECRETO, quererem impedí-los de continuarem a fazer (ou não!) aquilo que sempre fizeram e bem?
    Mas as DIRECTIVAS EUROPEIAS são para cumprir ou ir cumprindo e como AINDA se faz em alguns segmentos da vida nacional?
    Claro que os Engenheiros pós-Bolonha terão que ser suficientemente argutos no FUTURO e defenderem o seu nenúfar, evitando que os Senhores Arquitectos se APODEREM de todo o processo construtivo (Construções Civís) e que os Engenheiros sejam como que descartáveis…!!!

    A. Sousa Alves – Eng. Civil Projectista – 14189 OE)

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