Hub Criativo do Beato sintetiza “a visão de futuro sobre uma cidade”

Por a 26 de Julho de 2017

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O Hub Criativo do Beato, um complexo com 20 edifícios e 35 mil metros quadrados – o equivalente à área do Terreiro do Paço – e que no próximo ano irá criar mais de 3 mil postos de trabalho em Lisboa, é um projecto que sintetiza “a visão de futuro sobre uma cidade”, afirmou Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

De acordo com a autarquia, na apresentação da identidade gráfica do projecto, Miguel Fontes, director executivo da Startup Lisboa, lembrou que o espaço “carece [ainda] de obras que ajudem a posicionar este hub criativo na cidade de Lisboa a a cumprir a sua função”.

O hub, assegurou Miguel Fontes, será “aberto à comunidade”, traduzindo a vontade de que “não se confunda com um centro de escritórios”, desde logo pela “forte presença de arte urbana”, garantindo a preservação do património industrial, que ajuda a conhecer a história da cidade.

Assegurando a responsabilidade de gestão das infra-estruturas, a câmara delegou a gestão, dinamização, e programação, à Startup Lisboa. Queremos, vincou Miguel Fontes, “os mais inovadores”, para aqui fazer “um projecto que não apague aquilo que a cidade já tem de mais dinâmico, que não substitua outros espaços e outras zonas da cidade igualmente vibrantes”.

A incubadora de empresas alemã Factory, a Unicer, a Mercedes, e a Web Summit, foram apresentadas como as “primeiras quatro entidades que farão parte do projeto HCB”.

Visão de futuro

O projecto, para Fernando Medina, sintetiza “a visão de futuro sobre uma cidade”, sustentado em três dimensões fundamentais: regeneração urbana, reforço da economia da cidade, e estabelecimento de parcerias de sucesso.

A “regeneração urbana de uma área com esta dimensão” – entre Santa Apolónia e o Braço de Prata, que “urge requalificar e regenerar” – era para a câmara “uma prioridade”. Este projecto, sublinhou, “encerra este potencial”, e “puxa para cima esta zona”, permitindo “integrar o tradicional com o inovador”.

O “reforço da economia da cidade”, é, para o autarca, outra marca fundamental do projecto, que “encerra a vontade de criar aqui um dos principais polos de qualificação, de inovação e de progresso, do futuro da cidade”.

O sucesso do projecto, assinalou ainda, passou pela “humildade” de a câmara admitir “que não sabia o suficiente para desenvolver bem uma zona com este potencial”. O essencial, revelou Medina, “é saber quem é que vai estar junto uns com os outros, é não fazer deste projecto, de certa forma, uma operação imobiliária, em que simplesmente nós arranjamos espaços a quem quer vir para aqui”. Temos, reiterou, “de ter aqui aqueles que possam beneficiar de estarem uns com os outros, e não aqueles que simplesmente ocuparão o mesmo espaço físico, mas viverão sempre de costas voltadas uns para os outros”.

 

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