“IoT é fundamental para o desenvolvimento do sector”

Por a 31 de Julho de 2017

internet of thingsSegundo Rui Queiroga, “este é um período de grande actividade por parte da Schneider Electric”. Ao CONSTRUIR, o vice presidente do negócio Buildings da Schneider Electric explica que “ao nível dos “smart buildings”, a empresa encontra-se a desenvolver “um vasto conjunto de projectos, junto dos mais variados parceiros, com vista a oferecer a melhor gama de produtos”. “Há um interesse crescente nestes serviços de gestão inteligente, por oferecerem uma gama de produtos que permite diminuir os gastos energéticos e, também, aumentar o potencial de sustentabilidade a vários níveis”, refere Queiroga, explicando que, para a empresa que representa, este facto “é deveras entusiasmante”.

IoT é “o motor da Indústria 4.0”
No mercado da domótica, Rui Queiroga assegura que a multinacional francesa é “uma empresa com grande prestígio na área, à escala global”. “Aperfeiçoamos uma miríade de soluções integradas, que permitem aos nossos clientes desenvolver projectos com vista a uma maior sustentabilidade ambiental e económica”, reforça Queiroga, explicando que, em Portugal, a Schneider Electric é “top player, mas sabemos que há um crescente número de empresas com vontade de alargar o seu espectro de acção”. Todavia, para o grupo, “a concorrência é bem vinda”, e é uma forma de a empresa se manter focada nos seus objectivos “e na capacidade de inovar”. Relativamente ao mercado nacional, o responsável da área de negócio de edifícios do grupo gaulês destaca que “o incremento de projectos com vista à reabilitação e recuperação do edificado está a permitir um aumento da sua dimensão e massa crítica”. Segundo Queiroga, a adopção das “mais rigorosas regras comunitárias, a crescente atenção das autoridades pela regulação e inspecção aos edifícios, as políticas que visam potenciar a sustentabilidade energética dos edifícios, todos estes são aspectos que têm como consequência uma maior procura pelos nossos serviços de gestão inteligente”. Como refere o responsável da Schneider Electric ao CONSTRUIR, a Internet das Coisas (IoT) é “o motor da Indústria 4.0, ao permitir que equipamentos e sistemas inteligentes se conectem” e, como tal, é “fundamental” para o desenvolvimento do sector onde o grupo opera, “tal como o BIM”. “Pelos nossos conhecimentos nesta matéria, parece-me que somos, claramente, uma das empresas a nível global mais bem posicionadas para apoiar os proprietários de imóveis, hotéis, das infra-estruturas de fábricas e outras empresas”, assegura, explicando que “será com estas novas tecnologias que poderemos ajudá-los a tornar os seus edifícios inteligentes, possibilitando-lhes melhorias ao nível da eficiência, rentabilidade, segurança, inovação e sustentabilidade”.

Reabilitação: aposta eficiente
Sobre o impacto que o sector da reabilitação poderá ter na actividade da Schneider Electric, bem como na generalidade dos sectores onde a empresa opera, Rui Queiroga explica que a estratégia do grupo “incide prioritariamente no desenvolvimento de tecnologias de ponta para que seja possível transformar cidades e melhorar a vida das pessoas”. Nesse sentido, a multinacional francesa pretende “estar na vanguarda do desenvolvimento e implementação de produtos que permitam, principalmente, a eficiência dos edifícios”. Assim, a empresa estará mais focada “em segmentos-alvo, apostando mais naqueles que se encontram actualmente a investir na optimização de energia, como são exemplos os sectores da hotelaria e retalho”. “Temos grande experiência a este nível, e basta ver o nosso papel nas soluções inteligentes para a gestão de energia que adoptámos em cadeias hoteleiras tão reputadas como Hilton Copenhagen Airport, o Hilton Americas-Houston, o InterContinental Hanoi Landmark 72, o Westin Washington National Harbor Hotel ou o Westin Resort de Macau”, reforça o mesmo responsável. Para o vice-presidente de Buildings, da Schneider Electric, esta aposta repercute-se “no nosso país”, uma vez que a empresa está “a acompanhar a evolução dos sectores imobiliário e turístico em Portugal, o que nos alegra duplamente: por um lado, por vermos o nosso trabalho reconhecido e crescermos enquanto empresa, por outro lado, por estarmos cientes que, com estas soluções, também ajudamos o país a modernizar-se e a recuperar da crise em que se viu nos últimos anos”.

“Smart spaces” e gestão de edifícios
Relativamente às tendências actuais de desenvolvimento, Rui Queiroga revela que a Schneider Electric apostará “em “smart spaces” e sistemas de gestão de edifícios (BMS) e pretendemos continuar a diferenciar-nos dos tradicionais sistemas de gestão de edifícios usados pelo mercado, com o uso de apenas uma solução para uma monitorização energética completa – algo em que somos amplamente reconhecidos”. De acordo com Queiroga, no âmbito do imobiliário para fins turísticos, “há uma crescente procura por maior eficiência no funcionamento e energia dos hotéis, com a integração dos quartos de hotel no sistema de gestão de propriedades (PMS), no BMS, ou no sistema para gestão dos quartos de hotel (GRMS)”. Assim, a empresa pretende “fazer a ligação do quarto de hotel a outros sistemas”, oferecendo-lhes, desta forma, “maior visibilidade, funcionalidade e controlo”. Segundo o vice-presidente de Buildings, “a gestão dos quartos permitirá uma poupança energética entre 25% e 44%”. “Em suma, traçámos quatro eixos estratégicos no segmento de “smart buildings” que passarão pelo reforço da nossa marca junto dos nossos parceiros e clientes, pela inovação a todos os níveis, por uma aposta de mercado e na experiência digital dos consumidores”, remata.

Estratégia
“A partir da estratégia global, a estratégia desenvolvida para Portugal, relativa ao segundo semestre de 2017, prender-se-á com o desenvolvimento de produtos e soluções específicas para este segmento de “smart buildings”, revela Rui Queiroga, explicando que “a disponibilização de produtos e soluções conectadas que aumentem a segurança, a qualidade e o estilo de vida, a conveniência e o controlo de energia, é outro dos principais focos da Schneider Electric”. Assim, a empresa pretende “continuar a oferecer os melhores serviços integrados” para, com isso, alargar a sua carteira de parceiros e clientes, uma vez “apenas assim, e perante a grande concorrência que existe no sector, poderemos continuar a crescer e a assumir um papel de charneira”. “Não podemos crescer se não demonstrarmos a confiança dos nossos serviços e, por isso, pretendemos reforçar o nosso posicionamento através de um serviço de qualidade, que permita a alteração de mentalidades e a transformação das sociedades”, conclui Queiroga.

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