Antigo CEO da Mota-Engil África adquire Grupo Elevo por 90M€

Por a 11 de Setembro de 2017

A Nacala Holding é a nova dona do Grupo Elevo, um investimento avaliado em 90 milhões de euros que vai permitir à companhia liderada pelo antigo presidente executivo da Mota-Engil África, Gilberto Rodrigues, controlar o conjunto de empresas que em 2012 foram adquiridas pelo Fundo Vallis de Consolidação do sector da Construção.
Edifer, MonteAdriano, Hagen e Eusébios mudam novamente de mãos, numa operação que os responsáveis da sociedade com sede no Luxemburgo esperam que possa representar a duplicação do volume de negócios nos próximos cinco anos, actualmente nos 450 milhões de euros.
“A presente transacção, que consiste na aquisição da totalidade do capital do Grupo Elevo, a par de um aumento de capital e compra de créditos bancários, traduz-se num reforço significativo dos respectivos capitais próprios, com a consequente redução do endividamento. E ambiciona posicionar a Elevo como um importante player na área das Infra-estruturas, Logística, Energia e Ambiente, tanto em Portugal como no mercado internacional, especialmente em África e na América Latina”, lê-se num comunicado oficial divulgado pela Nacala Holding.
A Nacala Holding é uma sociedade de direito luxemburguês, integralmente detida pelos gestores Gilberto Rodrigues e Pedro Antelo, respectivamente ex- presidente executivo (CEO) e administrador financeiro da Mota Engil África, de onde saíram em Fevereiro de 2016.
Pedro Gonçalves, CEO da Vallis Consolidation Strategies I e do Grupo Elevo, diz no comunicado que “foi com forte sentido de compromisso e responsabilidade que executámos um processo estratégico de reestruturação e desenvolvimento internacional destas empresas, em especial num período de clara adversidade para o sector da construção. Após uma profunda reestruturação das suas operações, em especial em Portugal, o Grupo ELEVO – beneficiando da dedicação e qualidade dos seus colaboradores
– tem expandido com sucesso a sua actividade para um conjunto de novos mercados, com especial relevância para os Camarões, Bolívia e Zâmbia”.

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