Sem infra-estruturas, “torneira de investimentos da Continental em Portugal está fechada”

Por a 25 de Setembro de 2017

“Houve um conjunto de promessas e estou a tentar aguentar que isto fique muito calmo e muito sereno, porque há muito mais coisas, maiores, em perspectiva. Nós claramente queremos que venham para cá e que se continue a apostar no investimento em Portugal. Mas para isso tem de ser conseguido tudo aquilo que foi prometido que ia ser feito”. A garantia é dada pelo presidente da Continental Mabor que, em entrevista ao portal Eco, garante que há um conjunto de investimentos paralisados por falta de resposta do Governo. Pedro Carreira é o responsável em Portugal da fabricante de pneus que tem estudados um conjunto de investimentos que neste momento estão bloqueados por parte da casa-mãe, na Alemanha, por falta de acessibilidades ao pólo industrial de Lousado (Vila Nova de Famalicão), sobretudo à fábrica do grupo. Pedro Carreira refere ainda que a administração da Continental AG estava disponível para vir a Portugal anunciar o investimento de 100 milhões de euros na expansão da fábrica de pneus ligeiros, mas que isso não aconteceu.
Para aquele responsável, “no Governo anterior chegou a ser apresentado o trecho inicial daquilo que agora me parece que vai ser construído”, acrescentando que “estamos mais próximos. A grande diferença é que há um conjunto de iniciativas que estão a ser tomadas e que estão a vir à luz do dia diferentes daquilo que foi no passado. Dantes tínhamos como resposta, ‘sim um dia temos de resolver’, ou ‘vamos resolver’ e nada. Agora, pelo menos, há protocolos, a câmara está a mexer-se”.
A propósito dos constrangimentos, o presidente da Continental Mabor dá como exemplo um conjunto de práticas recorrentes em Portugal. “Tenho um armazém, que quero expandir, porque estou a crescer e tenho de armazenar pneus. E já não tenho onde os pôr. Não posso realizar a obra, porque há uma indefinição na construção da futura estrada. Definitivamente a estrada não passa ali. Aquele troço de estrada foi abandonado, mas existe um conjunto de protocolos a nível de estradas que foram publicados, há dezoito anos, em Diário da República, por uma entidade, que entretanto foi extinta, e repartido o poder por N entidades diferentes”, diz. Pedro Carreira acrescenta que “enquanto essas N entidades não se sentarem à volta de uma mesa, assinarem o documento protocolar e este for assinado pelos ministros da tutela, para que seja publicado em Diário da República, aquele troço não pode ser retirado”.

Um comentário

  1. Sousa Alves

    29 de Setembro de 2017 at 8:52

    Uma empresa de Vila Nova de Famalicão essencial para o Norte Geresiano e onde se concentra uma parcela dominante nas exportações nacionais…

    Necessário, pois, e enquanto a obra nova não é feita, tirar partido da totalidade da rede rodoviária local, passando pela A3 e que nos últimos tempos foi alvo de um processo de requalificação e alargamento.

    Espera-se, pois, que as entidades superintendentes nas questões rodoviárias nacionais assumam as necessárias medidas tendentes a criar condições contribuintes para a boa laboração da Continental Mabor e sua rota de investimentos.

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