Casa de Chá acolhe lançamento do livro “Marcenaria Baraúna: móvel como arquitetura”

Por a 26 de Setembro de 2017

A Casa de Chá da Boa Nova, da autoria de Siza Vieira e localizada em Leça da Palmeira, vai ser o palco do lançamento do livro “Marcenaria Baraúna: móvel como arquitetura”, dedicado à empresa brasileira de criação e produção de design de móveis Baraúna, que recentemente completou 30 anos de actividade.

A obra será apresentada por Marcelo Ferraz, um dos fundadores da Marcenaria e coordenador editorial do livro. Ao lançamento do livro segue-se a apresentação pelo director-executivo da Casa da Arquitectura,  Nuno Sampaio. O momento termina com uma conversa entre Marcelo Ferraz e os arquitectos Adalberto Dias e Maria Milano.

Baraúna

Criada em 1987 pelos arquitectos Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki, paralelamente ao escritório Brasil Arquitetura, a Marcenaria Baraúna é hoje “uma das marcas mais antigas e representativas do Brasil na criação e produção de móveis de design de autor”, refere a Casa da Arquitectura em nota de imprensa.

O livro “Marcenaria Baraúna” de Mina W. Hugerth, conta detalhes dessa trajectória e reúne textos crí­ticos sobre a mesma. Lançado no Brasil em Maio passado, o livro “contextualiza e dá ao leitor a dimensão de sua relevância na teia contemporânea do design brasileiro”, lê-se numa nota explicativa.

A autora e organizadora do livro, Mina Hugerth, conta a história da Baraúna, caracteriza os seus conceitos e inspiração, comenta as linha de produtos e explica o título “Móvel como arquitetura”, frequentemente utilizado para definir a empresa.

O livro conta ainda com textos de vários autores, entre os quais o crítico de design português Frederico Duarte que “valoriza a produção da Baraúna pela forma como é concebida. “[…] Os ‘móveis de arquitecto’ que os designers da Baraúna orgulhosamente projectam e produzem apelam àquilo que um designer com a sua formação, prática, imaginário e contexto territorial, económico e social entendem como desejável e necessário: um entendimento e valorização da geometria, da estrutura, dos detalhes construtivos, da escolha cuidada das matérias-primas. De uma adequação entre o desenho e a manufactura, o transporte e a montagem. De uma certa ideia de conforto e, claro, de uma certa noção de estilo.”

A Marcenaria Baraúna é responsável pelo desenho de peças consagradas como as cadeiras Maria, Filó e Shibui. As primeiras peças de linha da Baraúna foram a cadeira Frei Egídio e a Linha Girafa, em coautoria com Lina Bo Bardi.

“Nestas peças, como noutras que se lhes seguiram, fica claro que o “projecto dos móveis da Baraúna ia ao encontro da prática arquitectónica do escritório Brasil Arquitetura, procurando concisão estrutural, conforto, economia de meios, durabilidade e beleza. Feitos em madeiras maciças brasileiras por processos artesanais e com cuidadoso acabamentos, os móveis da Baraúna visam equacionar elementos da cultura brasileira a preceitos do design moderno e contemporâneo”, lê-se na nota.

A peça mais recente da Baraúna é assinada por Marcelo Ferraz e inspirada num assento feito pelo arquitecto Álvaro Siza. Intitula-se cadeira “Isa d’Après Siza”, foi lançada ao mesmo tempo que o livro “Marcenaria Baraúna” e concebida para uso em escolas, clubes ou casas. A ideia foi desenvolver uma cadeira de geometria simples, empilhável e leve com o mí­nimo de material.

 

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