Iberdrola inicia montagem da conduta forçada de Gouvães

Por a 3 de Outubro de 2017

Integrada no circuito hidráulico do aproveitamento hidroeléctrico de Gouvães, a Iberdrola deu início à montagem da conduta forçada. Um dos mais importantes empreendimentos no contexto do projecto do Sistema Electroprodutor do Tâmega e cujos trabalhos de fornecimento e montagem irão prolongar-se por quatro anos.
Com um investimento de mais de 1.500 milhões de euros, a Iberdrola prevê que o projecto do Sistema Eletroprodutor do Tâmega promova a dinamização económica na região, principalmente nos municípios mais envolvidos no projecto como Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar, Cabeceiras de Basto, Chaves, Boticas, Valpaços e Montalegre.
Trata-se da montagem de uma conduta forçada em aço de 11.800 toneladas, com um comprimento total superior a 2.800 metros, se tivermos em conta todas as suas ramificações, e diâmetros que variam entre 2,8 e 6 metros.
A construção desta estrutura implica o transporte de uma série de anéis de aço que serão soldados no local de montagem e que no total irão fazer parte da conduta de mais de 2.800 metros de comprimento. Este equipamento envolve, ainda, 110 toneladas de material de soldadura.
A conclusão desta estrutura irá permitir a passagem da água armazenada na albufeira de Gouvães, até à albufeira de Daivões, em modo turbinação, produzindo energia. No funcionamento em bombagem, a passagem da água será em sentido contrário.
Um dos pontos-chave deste projecto – o sistema de bombagem – é um exemplo da aposta da Iberdrola por tecnologias de produção de energia, confirmando o seu posicionamento como líder em energias limpas. De facto, o sistema de bombagem apresenta-se, actualmente, como o mais eficiente método de armazenamento de energia, pois permite gerar uma grande quantidade de energia com um tempo de resposta muito reduzido e sem gerar nenhum poluente para a atmosfera.

Um comentário

  1. Sousa Alves

    4 de Outubro de 2017 at 8:49

    Um projecto de Engenharia e que releva a importância dos nossos recursos naturais e que contribuirá, por certo, para a sustentabilidade económica e sabendo da nossa dependência económica relativamente aos combustíveis.
    Claro que um projecto desta envergadura deve ter associado complementaridades designadamente no agro-alimentar e onde a ÁGUA é factor de produção essencial.
    Nada como esclarecer o âmbito deste projecto e suas complementaridades!

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