Marina de Vilamoura regressa ao mercado

Por a 4 de Outubro de 2017

Pouco mas de dois anos após a sua aquisição, os norte-americanos do fundo Lone Star preparam a operação de alienação do empreendimento de Vilamoura, nomeadamente os terrenos afectos à promoção imobiliária e a marina daquela região algarvia.
De acordo com o Jornal de Negócios, a operação, que está a ser apoiada pela consultora CBRE – a mesma que em 2015 assessorou na aquisição de Vilamoura por parte da Lone Star-dificilmente estará concluída ainda este ano.
De acordo com a mesma fonte, há já interessados a consultar o processo, um deles representado pela Aguirre Newman. Em 2015, a CBRE anunciou que assessorou a Catalunya Caixa na venda do Grupo Lusort, proprietário do resort Vilamoura, à Lone Star, numa actuação conjunta dos escritórios de Portugal e Espanha.
A consultora imobiliária destacou, em comunicado divulgado na altura, que esta transacção constituía a maior operação no sector do turismo em Portugal dos últimos 10 anos”. “Vilamoura é o mais antigo resort em portugal e um dos destinos turísticos com maior notoriedade do sul da Europa”, reforçava a CBRE na ocasião. O CONSTRUIR procurou uma reacção por parte da consultora a propósito desta nova operação, mas a CBRE prefere não comentar. O mesmo sucede com a Aguirre Newman, que também prefere não comentar.
Este resort com cerca de 2 mil hectares desenvolve-se “em volta da Marina de Vilamoura, a maior de Portugal, com cerca de 825 postos de amarração, e dos seus cinco campos de golfe, de reputação internacional”.
Um dos projectos mais emblemáticos para aquela área, o da cidade lacustre em Vilamoura, estará, segundo o Negócios, fora deste processo.

Cidade lacustre
A intervenção engloba a revitalização de todo o espaço da zona dos estaleiros. Os novos edifícios, virados para a praia e para o lazer, procuram transmitir ao visitante a sensação de que pode ter um pé na praia e o outro na marina. Neste ambiente, o transporte que mais dá nas vistas não será o carro topo de gama, mas o iate de luxo.
A marina de Vilamoura possui cerca de mil postos de amarração, mas a oferta não chega para a procura. Com esta obra, vai passar a dispor de novos postos de amarração e de um novo espaço de vocação lúdica e comercial. Na linha dos novos edifícios, considerados pelos autores do projecto como “arrojados”, destacam-se quatro grandes palas que cobrem parte do espaço público. Terão como “função primordial satisfazer os propósitos de valorização ambiental do espaço público construído e criar uma imagem de referência icónica na paisagem”.

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