“Baganha respeita o contexto e a essência dos lugares”

Por a 8 de Novembro de 2017

José Baganha recebeu esta semana o galardão do prémio de Nova Arquitectura Tradicional Rafael Manzano, numa cerimónia realizada no salão nobre da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, tendo sido o seu presidente, Fernando Téran, a entregar o prémio, na presença da Directora Geral do Património da Comunidade de Madrid.

Recorde-se que, o prémio distinguiu o arquitecto português, Doutor pela Universidade do País Basco, pelo seu trabalho na preservação, entre outras, das tradições arquitectónicas alentejanas, com as suas casas caiadas e chaminés altas, entre elas, a Casa das Sesmarias (Salvaterra de Magos, 1992) entre palácios e casas de campo; e a Casa do Médico de São Rafael (Sines) um edifício em ruínas do séc.XVIII e que José Baganha reconstruiu e converteu em centro de eventos para a Ordem dos Médicos.

O filantropo americano Richard H.Driehaus patrocina o prémio e, na altura da homenagem, dedicou as seguintes palavras; “Baganha é um dos arquitectos que em Portugal mais se dedica a projectar edifícios em total harmonia com as tradições arquitectónicas dos locais, apesar das adequadas adaptações à actualidade. Baganha respeita o contexto e a essência dos lugares e essas são as marcas do seu trabalho.Este tem sido um caminho solitário mas que se espera que, a partir de agora, o seja menos”.

Na sua intervenção o laureado disse que, desde “muito cedo, soube qual o caminho que queria percorrer na arquitectura,sem negar a tradição e a História mas delas seguindo pistas para ir ao encontro das necessidades  dos dias de hoje, com respeito pela identidade dos locais e a preservação do ambiente natural. Concluiu dizendo que era com grande prazer que constatava o apoio que instituições e pessoas como Richard Driehaus prestavam no apoio aos profissionais que dedicavam as  suas vidas à defesa e ao ensino da arquitectura tradicional.”

O prémio Rafael Manzano foi criado pelo Richard H.Driehaus Charitable Lead Trust, pelo INTBAU(International Network for Traditional Building, Architecture and Urbanism) e, em Portugal, pela colaboração da Fundação Serra Henriques, que, para este prémio, conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República.

Este prémio, no valor de 50.000 euros, que nos últimos 5 anos só era dedicado a Espanha, tem  por objectivo reconhecer o trabalho dos arquitectos na preservação do património mas a partir deste ano, ultrapassou fronteiras e passou a incluir também o trabalho dos arquitectos portugueses.

 

 

 

 

 

 

 

 

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