Grande Porto captou 1 bilião de euros de investimentos desde 2000

Por a 8 de Novembro de 2017

O Grande Porto angariou mais de 1 bilião de euros em investimento institucional entre 2000 e 2016, números que revelam, de acordo com os responsáveis da Predibisa, que a Invicta está efectivamente na rota do investimento internacional.
Segundo o director-geral da consultora imobiliária especializada no mercado do Norte, quando comparada com outras
principais cidades da Península Ibérica, como Lisboa, Madrid e Barcelona, O Porto exibe prime yields superiores e rendas mais baixas. João Nuno Magalhães falava na Semana da Reabilitação Urbana do Porto, numa apresentação designada “O Porto na Competição pelos Investidores Estrangeiros”, onde procurou demonstrar o potencial da região na competição com outras cidades ibéricas
Entre os tipos de investimento imobiliário com maior rentabilidade no Porto destacam-se, na área de serviços, os escritórios, imóveis para alojamento turístico local, hotelaria e residências de estudantes e, no sector do comércio, as lojas de rua, os retail parks e os shopping centres.
Rentáveis são ainda os investimentos nas áreas de indústria e logística e de habitação de arrendamento de longa direcção. Segundo João Nuno Magalhães, 52% do investimento captado desde 2000, o equivalente a 550 milhões de euros, foi investida em comércio. Cerca de 250 milhões de euros foram investidos em escritórios e 150 milhões em indústria. O Porto apresenta, segundo a Predibisa, melhores yields para localizações prime na área comercial, em escritórios, no sector logístico e na hotelaria quando comparado com Lisboa, Madrid e Barcelona. Em contrapartida, as rendas que pratica são mais baixas que as praticadas nas outras cidades ibéricas. “É este factor qualidade-preço que torna o Porto um destino único para o investimento imobiliário. Uma maior regularização e transparência do mercado, maior oferta de recursos humanos especializados e a criação de melhores espaços para escritórios são medidas imperiosas para que o investimento se mantenha”, explica João Nuno Magalhães.

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