Reutilização, reparação e renovação na base do plano para a Economia Circular

Por a 24 de Novembro de 2017

“Redefinir o conceito de fim de vida da economia linear, assente na produção e eliminação de resíduos, apostando nos conceitos de reutilização, reparação e renovação de materiais e energia” são os pressupostos do Plano de Acção para a Economia Circular, aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros, no âmbito da estratégia a seguir até 2020.
O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que este “é um dos planos de fundo mais relevantes que o ambiente tinha assumido para esta legislatura”, uma vez que a economia circular é encarada como um elemento-chave para combater o aumento no consumo de recursos sem pôr em causa o crescimento económico.
Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, Matos Fernandes referiu que “o princípio basilar da economia basilar é que todos os resíduos são materiais que podem voltar a ser utilizados”.
João Pedro Matos Fernandes destacou que o modelo de economia linear, de consumo de recursos, não vai ser possível num planeta com dez mil milhões de habitantes: “Hoje são extraídos cerca de 65 mil milhões de toneladas de matérias-primas que teriam de passar a ser 185 mil milhões se nada fosse feito até 2050”.
Ao nível da construção, o Ministro destacou este sector como o «de mais baixa eficiência material» e referiu que “«em rigor, todo o parque que já existe construído é um banco de materiais suficiente para poder não se extrair mais e poder continuar com a actividade de construção”.
Por isso, a área de governação do Ambiente, em conjunto com a Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Economia, a Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e o Mar, “concebeu este plano de acção que se estrutura com um conjunto de objectivos e também um conjunto de acções concretas, umas transversais, outras sectoriais”.

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