Prejuízos da Teixeira Duarte melhoram no 3º trimestre

Por a 30 de Novembro de 2017

A Teixeira Duarte registou, até Setembro, uma diminuição na quebra dos prejuízos face a igual período do ano passado. Em comunicado veiculado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo liderado por Pedro Teixeira Duarte revela que nos primeiros nove meses do ano apurou prejuízos na ordem dos 11 milhões de euros, menos 57,9% do que o apurado no mesmo período de 2016, quando registaram perdas de 26,2 milhões de euros.
As diferenças de câmbio, que em Setembro de 2017 foram negativas no valor de 878 mil euros, enquanto no período homólogo de 2016 tinham sido negativas em 24,688 milhões de euros, explicam em parte os resultados agora apresentados no Relatório e Contas referente ao terceiro trimestre.
Também os resultados financeiros melhoraram, apesar de continuarem a ser negativos. Passaram de um valor negativo de 96,8 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2016 para 83,2 milhões de euros negativos entre Janeiro e Setembro deste ano. Já os indicadores operacionais estiveram em queda.
O Volume de Negócios da Construção aumentou 3,8% face ao período homólogo de 2016, devido, essencialmente ao crescimento conseguido no mercado nacional. Com efeito, Portugal registou um aumento de 46,9% face aos primeiros nove meses do ano passado, essencialmente devido ao bom desempenho conseguido no mercado privado da Construção. Os mercados externos, por seu lado, diminuíram, globalmente, 3,8% em relação aos primeiros nove meses de 2016, pois a subida de 76,6% verificada no Brasil não compensou as descidas registadas em Angola, na Argélia e em Moçambique. Assim, em 30 de Setembro de 2017 o mercado externo passou a representar 78,8% do volume de negócios da Construção, em vez dos 85% que representava em finais do terceiro trimestre de 2016.
Os proveitos operacionais da construtora desceram 10,7% para 770,8 milhões de euros e o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de 122,88 milhões de euros, uma quebra de 183% face aos 149,85 milhões um ano antes. Por seu lado, o volume de negócios ascendeu a 739,25 milhões de euros, também menos 10,7% quando comparado com o mesmo período do ano passado.
Nesta rubrica das receitas, em Portugal, registou-se um aumento de 1,615 milhões de euros face a Setembro de 2016, “o que se considera muito positivo, tendo em conta que em Março de 2017, o grupo alienou uma participação que detinha em entidades no sector da energia, a qual estava integrada no perímetro de consolidação e tinha contribuído com 12,715 milhões para o volume de negócios apurado em Setembro do ano passado”.

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