Antevisão 2018: “Foco nas famílias portuguesas”

Por a 20 de Dezembro de 2017

João Sousa
CEO da JPS Group

Na nossa ótica, o mercado imobiliário irá, certamente, continuar a crescer. Após a crise, verificou-se um boom no centro de Lisboa, que tem vindo a alargar-se ao resto do país. No início de 2015, a capital portuguesa começou a ser o principal destino, de férias e não só, de vários estrangeiros. Lisboa ficou na moda e consequentemente verificou-se um crescimento do número de fogos para alojamento local. Uma situação que despertou um interesse forte nos investidores, quer na reabilitação de prédios para turismo, quer para habitação.
Ao mesmo tempo que o turismo crescia – e continua a crescer, de acordo com as estatísticas mais recentes –, também o número de residentes estrangeiros também começou a aumentar e a esgotar o produto no centro da cidade. Uma lacuna associada a uma forte necessidade, que gerou o início da renovação da cidade de Lisboa: uma renovação nunca antes vista.
Os valores por m2 dispararam, é verdade. Mas este crescimento, trouxe à cidade uma nova luz. A falta de habitação levou à reabilitação de edifícios com fachadas fantásticas, que estavam escondidas por trás da degradação natural do tempo e da falta de conservação dos mesmos. Atualmente, a cidade continua a ser “reconstruída” e ainda há muito para fazer. Portanto, a menos que uma catástrofe, seja de que origem, afete o nosso país, continuamos muito otimistas com o mercado imobiliário, que irá, muito provavelmente continuar a crescer em 2018.
A procura continua superior à oferta, aliada às baixas taxas de juros e à falta de produto, sobretudo para o mercado nacional. Quando todos pensam que os valores por m2 atingiram o máximo, os mesmos voltam a subir, mês após mês. Atualmente, grande parte das aquisições imobiliárias em Lisboa são realizadas sem recurso a instituições financeiras, seja por parte de investidores estrangeiros, seja por parte de investidores nacionais. Tal proporciona estabilidade ao mercado e diminui o risco de bolha imobiliária. Há quase uma década, quando a chamada bolha rebentou, grande parte do investimento era realizado com recurso ao crédito, logo a situação atual difere muito da de 2007/2008.
Além destes fatores, o nosso país tem tido uma visibilidade nunca antes vivida. Várias figuras públicas internacionais têm escolhido a nossa capital para investir e viver. Lisboa consta nas listas internacionais de cidades a visitar e é mencionada com frequência em jornais de referência, como o New York Times. Portugal é, ainda, um país seguro e famoso pela sua luz e boa gastronomia.
Desta forma, a nossa perspetiva é, sem dúvida, favorável. Mas temos de ter atenção que o modelo hoje é diferente. O mundo mudou e os negócios também. Por esse mesmo motivo, as empresas têm de ser inovadoras e estar ao lado do cliente, conseguindo projetos com que os quais se identificam, apostem e sintam que será uma mais-valia para o mercado.
E, por isso mesmo é que a estratégia da JPS Group passa pelas famílias portuguesas e não somente pelos investidores. Não iremos ficar dependentes do comprador estrangeiro. Os clientes nacionais precisam de produtos de qualidade, mas a preço proporcional ao custo de vida atual. E, um dos grandes objetivos da JPS Group é, também, diferenciarmo-nos no mercado imobiliário atual, dando resposta às necessidades das famílias portuguesas.

 Nota: O CONSTRUIR manteve a gráfica original do artigo

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