Volume de negócios do sector português da construção abranda “lá fora”

Por a 24 de Dezembro de 2017

O sector da construção português registou em 2016 um volume de negócios no exterior de 4,5 mil milhões de euros, uma queda de 14% face aos 5,2 mil milhões de euros registados no ano anterior.
De acordo com os Cadernos da Internacionalização da Associação de Empresas de Construção e Obras Publicas e Serviços (AECOPS), “o sector da Construção manteve em 2016 a trajectória descendente iniciada em 2015”. A carteira de encomendas, no entanto, atingiu os 4,2 mil milhões de euros em 2016, o mesmo valor registado no ano anterior, “se bem que nesta altura a quebra apurada, face a 2014, foi de 26%”, refere a associação.
No ano passado, a actividade internacional das empresas de construção portuguesas continuou centrada nos mercados africanos, “onde, apesar da quebra de actividade (-29%), conseguiram obter metade do seu volume de negócios (2,2 mil milhões de euros), e da América Central e do Sul, onde, pelo contrário, se verificou um aumento da actividade (de 12 pontos percentuais face a 2015) e o volume de negócios conseguido foi de 1,7 mil milhões (mais 27% relativamente a 2015)”.
No mercado europeu, a presença da construção portuguesa registou uma diminuição (caiu 26% no volume de negócios e 45% na carteira de encomendas). Em sentido inverso, no Médio Oriente verificou-se um “aumento tanto do volume de negócios (32 milhões de euros) como dos novos contratos celebrados (24 milhões de euros)”.
Uma análise por países mantém Angola em primeiro lugar, com um peso de 26% no volume de negócios obtido no exterior, seguindo-se o México (10%), Moçambique (9%), Brasil e Peru (7% cada), Polónia (5%), Venezuela (4%) e Argélia, Malawi e África do Sul (3% cada). A AECOPS refere que a actividade internacional da construção europeia decresceu em 2016, com o volume de negócios das construtoras europeias nos mercados externos a cifrar-se em 171,7 mil milhões de euros, menos 5% do que em 2015.
França manteve-se na liderança do mercado internacional, com uma facturação de cerca de 36 mil milhões de euros (21% do total), enquanto Portugal mantém o 11.º lugar no ‘ranking’ por volume de negócios obtido no exterior pelas construtoras europeias.

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