Cushman & Wakefield espera um 2018 “excepcional” com aposta em sectores alternativos

Por a 4 de Janeiro de 2018

2018 deverá ser “um ano excepcional para o imobiliário”. Segundo Eric van Leuven, director-geral da Cushman & Wakefield em Portugal, que falava na apresentação da actividade do mercado imobiliário nacional em 2017 e as suas perspectivas para 2018,  acredita que a inovação será também um factor determinante para esse crescimento.
“Espera-se que sectores alternativos até à data pouco explorados, como são os hotéis, os espaços de co-working, as residências de estudantes ou as residências seniores comecem a surgir em força, captando o interesse de ocupantes e investidores”, acrescentou aquele responsável.
Mas foram os valores transaccionados em 2017, seguindo a trajectória positiva dos últimos anos, que permitem considerar 2018 como um ano de continuidade neste sentido.
Aproximadamente 1800 milhões de euros transaccionados em activos imobiliários comerciais e 440 milhões de euros em termos de investimento nacional permitiram considerar 2017 como o ano recorde da última década, de acordo com o balanço realizado pela Cushman & Wakefield e apresentado esta quinta-feira.
Em 2017 registou-se uma subida de 41% ao nível do investimento imobiliário comercial, face a 2016, fruto dos 1800 milhões de euros transaccionados. Os investidores estrangeiros mantiveram-se muito activos, tendo sido responsáveis por 75% do volume total, mas os players nacionais assumem uma importância crescente, aumentando a sua quota de participação em mais de 10% face a 2016 e representando este ano 25% do capital investido (440 milhões de euros).
O sector que maior capital atraiu foi o de retalho, que captou 43% do investimento num total de 730 milhões de euros. Seguiram-se os escritórios que atraíram 37% dos capitais investidos, cerca de 630 milhões de euros. O sector industrial acumulou em 2017 o valor de investimento mais alto de sempre, superior a 300 milhões de euros, em grande parte resultado da mudança de mãos da empresa Logicor – detentora de um dos maiores portfólios de imobiliário logístico na Europa e com bastantes activos em Portugal – que foi adquirida pela China Investment Corporation.
O mercado de escritórios da Grande Lisboa teve um dos seus melhores anos de sempre. Entre Janeiro e Novembro foram arrendados cerca de 155 mil m2 de escritórios, reflectindo um crescimento homólogo na ordem dos 30%. As estimativas de fecho de ano apontam para os 170 mil m2, valor que será o terceiro mais alto da história deste mercado.
No Top 4 dos maiores negócios de ocupação de escritórios na capital a ocupação da totalidade do Edifício Sorel, em Santos, pela VdA Vieira de Almeida e a da Abreu Advogados na sua nova sede num espaço com 5.800 m2 junto a Santa Apolónia. As operações protagonizadas pelo grupo de media WPP e a farmacêutica Janssen Cilag/ Johnson & Johnson também se incluem nas maiores transacções do ano, correspondendo respectivamente à tomada de 9200 m2 na Avenida 24 de Julho (Zona 4) e de 4900 m2 no Lagoas Park.
No Porto, o sector de escritórios atravessa também um bom momento, com uma procura cada vez mais impulsionada pelos ocupantes internacionais que reconhecem a atractividade da cidade para a instalação de centros de serviços partilhados. De entre os principais negócios destacam-se a ocupação de 4000 m2 no Edifício Arrábida em Vila Nova de Gaia por parte da Teleperformance; o Centro Empresarial da Lionesa em Matosinhos onde a Vestas tomou 3000 m2; ou a ocupação da Veniam Works de cerca de 1500 m2 na baixa do Porto, no Trindade Domus.
O departamento de escritórios da Cushman & Wakefield esteve envolvido em algumas operações de relevo, destacando-se o já referido arrendamento da totalidade do edifício Lagoas 9 à Janssen Cilag/Johnson & Johnson, os novos escritórios da Bose e da Triumph em Lisboa e várias expansões de área para empresas como a Arvato, José de Mello Saúde e Wizink Bank.

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