Póvoa de Varzim aprova oito projectos ao abrigo do PEDU

Por a 11 de Janeiro de 2018

A Câmara da Póvoa de Varzim aprovou, em reunião do executivo, um conjunto de oito projectos que serão desenvolvidos ao abrigo do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), num total de 11 milhões de euros. Segundo o executivo liderado por Aires Pereira, as estão relacionados com a valorização da mobilidade urbana sustentável, regeneração urbana ou regeneração urbana associada a comunidades desfavorecidas. Falamos da construção de uma ciclovia que irá ligar a Póvoa de Varzim ao concelho de Famalicão (do centro da cidade a Balasar, da zona das escolas à Marginal, do Parque da Cidade à Marginal, de Penalves ao Centro Cívico); a remodelação e ampliação da Escola Básica de Aver-o-Mar; a requalificação do espaço público no Bairro da Matriz; a reabilitação do Centro Coordenador de Transportes (Central de Camionagem); reabilitação do edifício de apoio ao mecenato cultural; reabilitação do edifício para instalação do Centro Coordenador da Protecção Civil; reabilitação do Bairro Social de Barreiros.
Quanto à ciclovia, Aires Pereira explica que será construída no caminho ferroviário que ligava a Póvoa de Varzim a Famalicão e que está desactivado há largos anos. A antiga linha de comboio atravessa as freguesias de Beiriz, Amorim, Terroso, Laúndos, Rates e Balasar e desenvolve-se, em praticamente toda a sua extensão, paralela às principais vias de comunicação entre Famalicão e a Póvoa.
O autarca explicou que esta ciclovia tem em vista a redução do tráfego automóvel, aumentar a segurança na circulação considerada suava (ciclável e pedonal), promover a circulação de bicicleta ligando as freguesias aos equipamentos, comércio e serviços existentes no centro da cidade reduzindo os impactes ambientais.
Além da ligação da Póvoa a Famalicão, a ciclovia irá ser construída dentro da cidade fazendo a ligação entre o Parque da Cidade e a Marginal, a Escola de Penalves e o centro da cidade e as escolas à Marginal poveira.
Relativamente ao Bairro da Matriz, Aires Pereira afirmou que este é um projecto que irá dar continuidade à estratégia de dotar o espaço público de boas condições para peões e bicicletas. O Bairro da Matriz é o mais antigo do concelho e o seu crescimento tem feito uma grande pressão sobre este núcleo existindo, agora, a necessidade de o defender, recriar e proteger quem lá vive e quem por lá circula. A área compreendida pelas traseiras do Largo das Dores, pela Rua de S. Pedro, Rua da Igreja, Rua do Pinheiro, Rua 1º de Maio, Rua Visconde de Azevedo, Rua Rocha Peixoto e Rua da Amadinha vão ser requalificadas quer a nível de pavimentos quer a rede de infraestruturas.
A Central de Camionagem, primeiro impacto para quem visita a Póvoa de Varzim uma vez que está localizada à entrada da cidade, será alvo de uma reformulação intensa. Vão ser garantidas melhores condições de acessibilidade pedonal na área urbana envolvente melhorando os sistemas de informação ao público, informação sonora, táctil e visual e garantindo a circulação de pessoas com mobilidade condicionada. Esta obra irá reduzir o tráfego automóvel na cidade, estabelecer uma ligação entre os circuitos pedonais e cicláveis da cidade e a rede de transportes públicos. Segundo o autarca, irá proceder-se à reorganização de todo o edifício tornando-o mais atual e com local próprio para postos de venda de operadores, posto de táxi, espaços comerciais, cafetaria, zonas de espera e instalações sanitárias.
Sobre o edifício de apoio ao mecenato cultural, situado junto à entrada do antigo edifício do quartel de administração militar e que, actualmente, serve de armazém para parte do espólio do Museu Municipal, Aires Pereira explicou que o projecto de reabilitação passa pela gestão de espaços adequados à organização espacial que permita a recepção e acondicionamento do espólio do Museu Municipal. O Centro Coordenador de Proteção Civil ficará instalado no antigo Quartel e contará com dois pisos.
O Bloco Habitacional de Barreiros será intervencionado de forma a melhorar as condições de salubridade e conforto aos seus habitantes e que irá garantir a longevidade do edifício. Neste momento, existem infiltrações, vãos deteriorados, deficiências no isolamento e materiais degradados. No entanto, de ressalvar que as habitações deste Bloco apresentam boas condições de habitabilidade promovidas pelos seus habitantes que, ao longo dos anos, foram fazendo pequenas intervenções nas suas casas.

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