APEMIP: O trabalho do mediador “vai muito mais além” da venda de imóveis

Por a 24 de Janeiro de 2018

A rubrica “Contas Poupança”, transmitida pela SIC, na passada quarta-feira, continua a gerar controvérsia. Para a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP), o programa transmitiu a “falsa ideia” de que a compra de um imóvel sem o recurso a um mediador imobiliário pode poupar “milhares de euros”, já que desta forma não há ligar a comissões.

Neste sentido, Luís Lima, presidente da APEMIP, recorda que a lei portuguesa não obriga os compradores ou proprietários a recorrerem aos serviços de um agente imobiliário mas considera ser uma forma mais segura e através do qual é possível tratar de todo o processo, alertando também “que o bom momento do mercado imobiliário tem promovido a proliferação de falsos profissionais e de entidades que fazem mediação imobiliária ilegal”.

“O mediador imobiliário aconselha os seus clientes sobre diversos temas, entre os quais a escolha da localização, dimensão do imóvel, qualidade de construção, condições atuais do ativo, e apresenta aos seus clientes uma base de dados bem fundamentada, prestando ainda apoio em decisões como a escolha do banco que oferece melhores vantagens, taxas de juro, modalidades e prestações; seguros obrigatórios e complementares, encargos adicionais e fiscalidade. Cabe ao consultor fazer um levantamento das necessidades do seu cliente e esclarece-lo sobre eventuais dúvidas, satisfazendo desta forma as necessidades do consumidor e garantindo os seus direitos e proteção”, esclarece Luís Lima.

Este responsável lembra também que Mediação Imobiliária é, em Portugal, uma actividade licenciada pelo Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção (IMPIC) e cujo numero de licença pode ser solicitado e que desta forma o cliente tem a garantia de que os profissionais que o assistem têm formação técnica e especializada comprovada nas mais diversas áreas.

Os direitos e interesses do consumidor estão igualmente salvaguardados na medida em que “as empresas são obrigadas, por lei, a deter um Seguro de Responsabilidade Civil, ao qual os clientes poderão recorrer em caso de responsabilidade comprovada do mediador na circunstância da existência de qualquer litígio”, reforça Luis Lima.

“A nós, profissionais do sector, cabe-nos assegurar um serviço cada vez mais profissional, mais completo, transparente e seguro. E isso faz-se através da formação profissional, do rigor e da garantia de que estamos sempre, e acima de tudo, a garantir que os nossos clientes vêm todos os seus direitos assegurados ao recorrer aos nossos serviços”, reitera o presidente da APEMIP.

Um comentário

  1. Sandro Azevedo

    24 de Janeiro de 2018 at 18:53

    A população precisa entender a necessidade da contratação de um Profissional Mediador, assim como se contrata um Profissional Advogado, um Profissional Dentista, etc

    Um bom Profissional Mediador Exclusivo, pode e deve trazer ao seu cliente, muito mais segurança no fecho de uma operação e até mesmo, “Economia”, pois não será preciso consertar o negocio depois…

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