Estudo: Schneider Electric conclui que empresas não estão a aplicar os seus planos de economia energética

Por a 2 de Fevereiro de 2018

A falta de um planeamento integrado ao nível da energia e sustentabilidade, assim como da gestão de dados dificulta a implementação de iniciativas. Esta é a principal conclusão de um estudo levado a cabo pela Schneider Electric, num questionário conduzido a 236 empresas onde demonstra que as organizações se sentem preparadas para competir num cenário de energia em evolução, mas os planos de acção não corroboram esta percepção.

Lançado perante os líderes de negócios globais reunidos em Davos, na Reunião Anual do World Economic Forum, a Schneider Electric revelou que a maioria das organizações se sente preparada para um futuro descentralizado, sem carbono e digital. Porém, muitas empresas não estão a seguir o processo de integração e desenvolvimento de programas de energia e sustentabilidade.

Segundo o questionário, de um total de cerca de 240 grandes empresas de todo o mundo, 85% afirmou que a sua empresa irá realizar acções específicas sobre este tema nos próximos três anos para manter o plano de redução de emissão de carbono competitivo, face a outros líderes da indústria. Porém, os projectos que foram iniciados, ou que estão em desenvolvimento, cingem-se à área da energia, água e conservação de resíduos. Fora da área das renováveis, poucas das organizações inquiridas estão a implementar tecnologias mais avançadas para gerir a sua energia e as suas emissões.

“Estamos a meio de uma disrupção massiva na forma como a energia é consumida e produzida,” declarou Jean-Pascal Tricoire, Chariman e CEO da Schneider Electric. “O foco quase universal na conservação é positivo. Mas ser um consumidor exigente é apenas uma parte daquilo que é necessário fazer para sobreviver e prosperar. As empresas devem preparar-se para produzir energia e interagir com as redes, companhias eléctricas e outros intervenientes. Aqueles que agora não agirem, ficarão para trás.”

Uma barreira primária ao progresso parece ser o alinhamento interno. 61% dos inquiridos afirmaram que as decisões em torno da energia e sustentabilidade das suas empresas não são bem coordenadas nos departamentos relevantes, especialmente no setor de consumo e no setor industrial. Além disso, o mesmo número de entrevistados indicou que a falta de colaboração é outro desafio.

A gestão de dados foi, também, citada como um obstáculo para a gestão integrada de energia e carbono, com 45% dos inquiridos a afirmarem que os dados organizacionais estão altamente descentralizados, sendo geridos por equipas locais ou regionais. Das pessoas que identificaram “ferramentas insuficientes ou dados para partilha de informação e avaliação do projecto” como alguns dos desafios inerentes a trabalhar com diferentes departamentos, 65% gere os dados a nível local, regional ou nacional, nunca num âmbito global.

 

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