Revive: Dois candidatos à Quinta do Paço de Valverde

Por a 12 de Fevereiro de 2018

Foram duas as candidaturas apresentadas no âmbito do Revive para a Quinta do Paço de Valverde, em Évora. De acordo com informação apurada pelo Construir, junto da Secretaria de Estado do Turismo, da primeira fase do concurso apenas foram apresentados dois candidatos, não tendo sido avançado os nomes.

Neste momento, “as candidatura estão a ser analisadas pela Universidade de Évora e os candidatos que forem admitidos são depois convidados a apresentar a sua proposta”, explicaram.

Neste sentido, a Universidade de Évora tem, até dia 2 de Junho (120 dias) para informar quais os candidatos que foram admitidos. Posteriormente, será adjudicada a melhor proposta de acordo com os critérios definidos no concurso.

O concurso diz respeito à concessão para exploração turística do conjunto patrimonial composto pelo Convento do Bom Jesus de Valverde e pela Quinta do Paço de Valverde e insere-se num dos 33 imóveis inscritos no Revive, um programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais.

A concessão do contrato de exploração turística através do Revive terá um prazo de cerca de 45 anos (552 meses) e será escolhida a proposta “economicamente mais vantajosa”.

A linha de apoio do Revive é de 150 milhões de euros e destina-se à reabilitação de edifícios de modo a adaptá-los à utilização actual.

A Quinta, com origem no início no séc. XVI, serviu inicialmente de local de descanso aos membros do clero. Posteriormente, o Infante Dom Henrique, fundou nos terrenos da quinta um convento de frades capuchos, cuja comunidade aí se instalou em 1517. Do primitivo edifício quinhentista conservam-se muitos vestígios arquitectónicos, alguns de feição manuelina como é o caso da capelinha existente na cerca conventual, pavimentada com azulejos da primeira metade do século XVI. No denominado Jardim de Jericó, sobressai o lago dos Cardeais, iniciado na segunda metade do século XVII e decorado em volta da estátua de Moisés.

Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, todo o conjunto acabou por ficar na posse do Estado, que aí instalou um Posto Agrário, mais tarde a Escola Prática de Agricultura, e depois ainda a Escola de Regentes Agrícolas, agregada até aos dias de hoje à Universidade de Évora.

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